14 de abr de 2018

O que eu quero para o meu Brasil?



Um livro nas mãos de uma criança pode levá-la a voar por mundos de fantasia, imaginação, de magia... e chegar a transformar este encontro em um verdadeiro turbilhão de sensações, vozes e ruídos.É que um livro é também uma grande ferramenta de jogo, e como tal, tem que estar presente na vida de uma criança desde seu nascimento.Um gesto tão simples como ler um conto para uma criança pode eternizar uma afeição (hobby) enriquecedora durante toda a sua vida.

12 de abr de 2018

uso da Internet por crianças e adolescentes



Um livro nas mãos de uma criança pode levá-la a voar por mundos de fantasia, imaginação, de magia... e chegar a transformar este encontro em um verdadeiro turbilhão de sensações, vozes e ruídos.É que um livro é também uma grande ferramenta de jogo, e como tal, tem que estar presente na vida de uma criança desde seu nascimento.Um gesto tão simples como ler um conto para uma criança pode eternizar uma afeição (hobby) enriquecedora durante toda a sua vida.

8 de mar de 2018

Boletim da vida

Revista Brasileira de História Versão on-line ISSN 1806-9347 Rev. Bras. Hist. vol.32 no.64 São Paulo Dez. 2012 http://dx.doi.org/10.1590/S0102-01882012000200019 Galvão, Ana Maria de Oliveira; Lopes, Eliane Marta Teixeira (Org.) Boletim Vida Escolar : uma fonte e múltiplas leituras sobre a educação não início do século XX Adriana Duarte Leon Doutoranda, Faculdade de Educação, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Av. Antônio Carlos, 6627 - Pampulha. 31270-901 Belo Horizonte - MG - Brasil. adriana.adrileon@gmail.com Belo Horizonte: Autêntica, 2011. 146p. O livro Boletim Vida Escolar : uma fonte e múltiplas leituras sobre a educação não início do século XX ( Boletim Vida Escolar : uma fonte e leituras múltiplas sobre educação desde o início do século XX ), organizada por Ana Maria de Oliveira Galvão e Eliane Marta Teixeira Lopes, foi recentemente divulgada e reúne textos de cinco pesquisadores do Grupo de Estudos e Pesquisas de História da Educação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), especialmente escritos para o livro. Os capítulos adotam diferentes abordagens para o mesmo assunto, o Boletim Vida Escolar , que circulou em Lavras (MG) entre maio de 1907 e novembro de 1908. Estudos de publicações educacionais são recorrentes no campo da História da Educação, pois permitem que surjam detalhes das tensões presentes no debate educacional. A imprensa educativa produziu mais intensamente a partir da segunda metade do século XIX, especialmente material de treinamento para professores, considerando a quantidade limitada de livros didáticos disponíveis para esta função. No século XX, a imprensa educacional ampliou sua abordagem e o surgimento de publicações afiliadas a diferentes instituições pode ser observada. Boletim Vida Escolar enquadra-se nesta lógica, foi uma publicação do Lavras School Group, criada em 13 de maio de 1907. Seu diretor, Firmino Coast, também foi editor do Boletim . A publicação consistiu em quatro páginas, foi emitida quinzenalmente, com 34 questões sendo publicadas no total. Os textos apresentados na publicação eram didáticos ou educacionais, sendo alguns informativos. Deve-se notar que circulou em vários locais do município e do estado, o que indica uma grande disseminação das idéias que publicou. Para descobrir quem o editor do Boletim Vida Escolar acreditava que sua publicação seria lida, Ana Maria de Oliveira Galvão e Monica Yumi Jinzenji analisaram a publicação em três ângulos: materiais voltados para leitores específicos; o conteúdo dos assuntos cobertos; e, finalmente, as estratégias discursivas usadas pelo editor. Como estratégia metodológica, os autores classificam os conteúdos do Boletim de acordo com essas três abordagens, interpretando posteriormente essa categorização. Inspirados por Umberto Eco, eles tentaram identificar os leitores presentes na publicação e concluíram que essa audiência era masculina e inserida no mundo da escrita, que aparece, respectivamente, na identificação de formas de endereço (como queridos, amigos, colegas, e compatriotas) e o vocabulário utilizado. Em relação aos temas que receberam a maior cobertura, pode-se ver que o Grupo Escolar recebeu a maior proeminência, bem como o seu diretor. Na construção discursiva, ou as estratégias discursivas adotadas pela publicação, o que se destaca é o elogio da Costa Firmino e o destaque das atividades realizadas por ele em nome do Grupo. Firmino Costa procurou convencer os leitores de que ele estava contribuindo para o sucesso da reforma educacional no estado e que os grupos escolares eram uma opção moderna de acordo com seu tempo. Dirigindo-se às construções discursivas presentes no Boletim e tentando identificar o que constituiu boas experiências no Grupo Escolar Lavras, Eliane Marta Teixeira Lopes e Andrea Moreno indicaram que o que parece surgir é a valorização da educação na cidade. De acordo com as preocupações da época, Firmino Costa enfatizou uma preocupação com a saúde e o incentivo a bons hábitos de higiene como características positivas da escola. Essa ênfase poderia estar relacionada à preocupação da escola com a promoção de uma imagem moderna e atualizada, e vários artigos abordaram esse tópico no Boletim Visa Escolar . A divulgação desta característica do Grupo Escolar seguiu o pensamento "higienista" da época. Além disso, o Grupo Escolar anunciou em seus princípios e métodos uma comparação entre educação antiga e nova, chamando a atenção para algumas das qualidades desta nova escola: tinha que ser educado, justo, atencioso, animado, atraente e prático. A partir da análise de declarações como esta, pode-se inferir que o Grupo Escolar integrou a modernidade urbana como uma instituição educacional apropriada para a urbanização do país. No final do século XIX e início do século XX, o urbano assumiu as características de uma civilidade acentuada pronunciada em oposição ao rural que anteriormente prevaleceu. Cynthia Greive Veiga aponta para mudanças profundas nas formas de tratamento entre estudantes e professores, uma vez que as punições e as imposições se tornam menos aceitas na lógica da civilidade. A necessidade de produzir uma matriz urbana de comportamento social está ligada ao crescimento das cidades. Ela afirma que a escola sempre faz parte da história das cidades e seu crescimento se torna necessário para reorganizar a vida social. Considerando a necessidade de regular a vida urbana e implementar / internalizar códigos de postura, a "escola pública pública se desenvolveu como um fator que mudou a rotina das cidades". Este é o caso do Lavras School Group, uma das primeiras escolas em Minas a propor esse tipo de mudança, mesmo nas relações entre estudantes e professores. Em Boletim Vida Escolar , Firmino Costa encoraja amabilidade e cortesia como formas de relacionamento no ambiente escolar. Houve uma demarcação das diferenças geracionais, especialmente entre adultos e crianças, com ênfase no papel da mãe como responsável pela assistência à infância. Finalmente, vários movimentos indicaram um novo tratamento do indivíduo e atenção à formação de suas sensibilidades. O Boletim defendeu a construção deste novo indivíduo sociável, de acordo com os tempos de civilidade. É interessante que o repertório pedagógico de Costa Firmino tenha sido construído com base em idéias que circulam em um espaço de ambiente cultural, mas não implicou uma apropriação passiva. Em vez disso, foi um processo de apropriação e retrabalho, como corretamente destacado por Juliana Cesario Hamdan e Luciano Mendes Faria Filho. Através do Boletim , Firmino conseguiu fornecer visibilidade e circulação para as idéias que ele propôs, entre as quais destacam-se a defesa do regime republicano, o ensino mútuo e profissional e a valorização das crianças e as relações estabelecidas no Grupo Escolar. Em suma, questões relacionadas ao seu tempo e que anunciaram seu repertório pedagógico. No primeiro relatório que enviou às autoridades estatais como diretor, Firmino informou que o grupo foi aberto em 13 de maio, publicando pouco depois a primeira edição do Boletim . Ele enfatizou que a publicação trataria de questões relacionadas à educação e à história do município. Entre os temas educacionais, a educação profissional é a que mais aparece nos textos de Firmino no Boletim . A idéia prevalecente era que a educação deveria se aproximar do assunto para o trabalho, e através da educação profissional o governo poderia resolver o problema da educação do país. A idéia de que a escola deveria educar para o trabalho lentamente começou a ganhar terreno no século XIX, através da criação de escolaridade para os negócios manuais, os Lycées para Artes e Ofícios, escolas privadas e instituições filantrópicas. Carla Simone Chamon, Irlen Antonio Bernardo Gonçalves e Jefferson de Oliveira analisam as propostas de educação vocacional presentes no Boletim Vida Escolar . O processo de escolaridade do trabalho ocorreu concomitantemente com as mudanças nas relações trabalhistas em andamento em Minas Gerais e em vários outros estados. Com o processo de industrialização no final do século XIX e início do século XX, ocorreu um movimento para estabelecer escolas vocacionais voltadas para trabalhadores livres. A educação profissional foi incluída na reforma da educação pública brasileira em 1906 e, um ano depois, já aparece nas páginas das estratégias discursivas Boletim Vida Escolar que buscam convencer os leitores da importância do trabalho e da escola. Neste caso, a preparação para o trabalho poderia ter sido uma estratégia para convencer as famílias a manter seus filhos na escola porque as taxas de abandono escolar eram bastante elevadas naquela época. Nas palavras de Firmino Costa transcritas para o Boletim, a educação vocacional nas escolas primárias está relacionada à idéia de que a educação de uma pessoa é útil para si e para a sociedade. Embora se possa notar uma certa proeminência da idéia de educação técnica para as classes trabalhadoras, também há notas que buscam desconstruir essa idéia: "nunca dói conhecer um comércio", disse Firmino Costa. O Boletim Vida Escolar é uma possibilidade de pesquisa em vários aspectos da implementação e operação de grupos escolares em Lavras e em Minas Gerais. Ler o novo livro que analisa esta publicação é visitar, através da publicação, uma parte importante da história da educação no Brasil, uma vez que a criação de grupos escolares no início do século XX marcou a expansão e complexificação da estrutura do Brasil escolas públicas. Revisão recebida em 24 de outubro de 2011. Aprovado em 16 de maio de 2012 1 Veja BOSI, Ecléa. Memória e sociedade : lembranças de velhos. São Paulo: Companhia das Letras, 1994.

7 de mar de 2018

Os dez melhores planos de aula para Educação Infantil

Os dez melhores planos de aula para Educação Infantil Veja uma seleção com propostas que envolvem brincadeiras, leitura, dança e muito mais As férias estão terminando e chega o momento de renovar o planejamento para o novo ano letivo. É hora de buscar atividades diferentes, que tragam novas formas de trabalhar as áreas programadas para o desenvolvimento das crianças ao longo da Educação Infantil. Para inspirar o seu trabalho, selecionamos dez planos de aula voltados apenas aos pequenos. Confira abaixo e clique nos títulos para conhecer todas as etapas propostas: Identidade e autonomia Por meio de fotos das crianças em seu dia a dia e de materiais básicos, é possível criar interações em que elas percebam a si e aos outros, identificando diferenças, vendo-se como parte de um grupo mais complexo e se reconhecendo como indivíduo. O plano é dividido em três etapas: “eu, eu e eu”, “eu, tu, eles” e “nós e todo mundo”. Indicado para creche e pré-escola. Uso racional da água Aproveitar bem os recursos naturais tem de ser um cuidado permanente. E as novas gerações precisam incorporar práticas nesse sentido desde cedo. Com algumas atividades, é possível colaborar para que os pequenos entendam como a água é escassa no planeta e como o uso irresponsável dela pode prejudicar toda a vida no planeta. Chega de torneira aberta durante a escovação! Para a pré-escola. Aprender com o próprio nome O nome das crianças abre um imenso campo de trabalho na pré-escola. É possível iniciar o processo de alfabetização pela lista da sala, mostrar como a escrita ajuda a resolver problemas práticos e ampliar o repertório de letras conhecidas. Os livros e o prazer em ouvir histórias O livro pode ser um dos melhores amigos da criança, e dá para incentivar essa relação já nos primeiros anos. O plano prevê atividades para pequenos de 1 a 3 anos, e permite criar o hábito de escutar histórias e de ter contato com textos de qualidade, enriquecer a imaginação e fortalecer os momentos em grupo. É dançando que a gente aprende A dança é mais que uma brincadeira para a hora da música. Ela ajuda a criança a conhecer seu corpo e a se expressar por meio de seus movimentos. Fizemos até um vídeo inspirado nesse plano de aula, indicado a creches, assista abaixo: O uso do calendário O calendário é algo tão corriqueiro na vida das pessoas que as crianças, muitas vezes, têm contato com ele em casa, vendo os pais planejando a semana ou marcando compromissos na agenda. Com os pequenos da creche, ele pode ser usado para introduzir várias formas de uso dos números. Circuitos no pátio Crianças gostam de se imaginar em trilhas, desafios, aventuras. Circuitos permitem despertar essa criatividade e muito mais. É possível construir um caminho com base em um desenho , desenvolver relações espaciais, interpretar informações, representar graficamente o ambiente e progredir no uso de vocabulário específico. Para creche e pré-escola. Conversa para desenvolver a linguagem Pensar, falar, ouvir, interpretar, responder. Diálogos envolvem uma série de processos na mente, o que é particularmente saudável para o desenvolvimento de uma criança na pré-escola. Estabelecer rodas para que os pequenos conversem pode ajudar na capacidade de articular seus pensamentos, ampliar o vocabulário e aprender a absorver as ideias dos outros. Brincar na frente do espelho O espelho é uma ferramenta fundamental para a criança entender a si mesma. O primeiro passo é se ver, mas o educador pode aproveitar para propor atividades que diversifiquem esse contato, com a turma fantasiada, de cara pintada, fazendo caretas ou experimentando expressões faciais. O plano de aula, indicado principalmente para a creche, inclui até sugestão de músicas para esses momentos. Cantigas e brincadeiras de roda Crianças gostam de testar seus sentidos, sobretudo os pequenos que ainda estão na creche. Tudo é uma novidade e exerce fascínio: o gosto, a textura, o cheiro, a imagem e o som que cada coisa tem ou faz. Cantigas são fundamentais para estimular a audição, não apenas pelo ritmo delas, mas também pela interação entre a fala e os sons do ambiente - que podem vir desde algo voltado para isso, como CDs ou instrumentos musicais, até objetos que sejam improvisados..

Murilo Gun

Biografia de Murilo Gun Murilo Gun Murilo Gun nasceu na cidade do Recife, Pernambuco, no ano de 1981. Com 14 anos criou um site que ganhou um prêmio Ibest de melhor site pessoal do Brasil. Em 2000 montou sua empresa para criar sites, no Porto Digital. Prestou vestibular para Administração na Universidade de Pernambuco. Foi o orador da turma em 2006. Escreveu um discurso engraçado e descobriu sua veia de humorista. Continuou com a empresa, mas começou a fazer shows em bares de amigos no Recife. Foi para São Paulo onde passou dois anos fazendo shows. Em 2008 começou a ter oportunidade na TV, foi quando saiu da empresa e começou a focar no humor. Depois de se enveredar pelo humor do Stand-up comedy, passou a se especializar no humor corporativo, e começou a faz eventos empresariais focando em temas como futuro, criatividade e empreendedorismo. É dele a frase: “Não adianta querer seguir tendência, você tem que se antecipar às tendências. Quem segue está atrás”. Em 2014 ele enviou o currículo para a Singularit University, localizada na NASA e bancada pela agência espacial e o Google. Fez entrevista através do Skype e foi aceito para participar de um programa que reúne 80 pessoas para criar uma empresa todos juntos. Foram 10 semanas no Research Park, no Vale do Silício, estudando inovações. Seu grupo criou um dispositivo auditivo e um software que calibra sozinho o aparelho. Acervo: 13 frases e pensamentos de Murilo Gun. Frases e Pensamentos de Murilo Gun Uma ideia genial é a soma de várias ideias medianas. E uma ideia mediana é a soma de varias ideias ruins. Portanto, valorize as ideias ruins. Murilo Gun 2 compartilhamentosAdicionar à coleçãoVer imagem Tenho muita raiva dos problemas evitáveis. Os inevitáveis eu encaro de boa. Murilo Gun 2 compartilhamentosAdicionar à coleçãoVer imagem Nós somos muito bons em nos auto-convencer a continuar na zona de conforto. A gente é muito bom em enrolar a gente mesmo. Murilo Gun 2 compartilhamentosAdicionar à coleçãoVer imagem Antes de usar sua criatividade para resolver um problema, certifique-se de que está resolvendo o problema certo. Cavar bem no lugar errado é cavar mal. Murilo Gun Inserida por murilogun 1 compartilhamentoAdicionar à coleçãoVer imagem A cola é o instante em que o estudo e a prova ocupam o mesmo espaço no tempo Murilo Gun

14 de fev de 2017

Estimular uma criança a ter um livro nas mãos

Um livro nas mãos de uma criança pode levá-la a voar por mundos de fantasia, imaginação, de magia... e chegar a transformar este encontro em um verdadeiro turbilhão de sensações, vozes e ruídos.É que um livro é também uma grande ferramenta de jogo, e como tal, tem que estar presente na vida de uma criança desde seu nascimento.Um gesto tão simples como ler um conto para uma criança pode eternizar uma afeição (hobby) enriquecedora durante toda a sua vida.

18 de nov de 2015

Todo mundo querendos furar os olhos dos outros

Eu não estou a fim de me candidatar a nada, eu só escrevo o que percebo através da minha leitura perante ao mundo que vivemos. Incentivar a leitura é transformar as pessoas critica. Eu posso estar a olhar um programa, e dali tirar a minha conclusão de algumas coisas que me agrada ou não. Eu aprendi a ser critica depois que descobrir que a leitura é a grande companheira de nos transformar em pessoas capazes de querer transformar o mundo diferentes formas. E com a leitura somos capazes de em chegar longe o que não nos agrada e o que nos agrada. Por exemplo, você não suporta que os jornais escondam as suas verdades sobre o que se passa por trás de tantas mentiras sobre o problema do nosso país. Se uma jovem perguntar por que a tantas matanças? Eu colocaria que a culpa é por que os países e o Brasil não têm uma concepção de mudar os pensamentos de quem comanda a essa nação. Mas para diminuir violência e guerras temos que modificar a cabeça de quem governa. Mas para isso é difícil de modificar os governantes. Mas temos uma ideologia que as mudanças começam quando todos querem mudar. Pois se o mundo está como está é porque alguma coisa tem que se evoluir. Pois tudo se começa a mudar quando os pensamento dos homens começarem a refletir de querer pegar tudo pra eles. E que nada daqui se leva. Para que querer comer os olhos dos outros se nada daqui vai com você. As pessoas teriam que festejar com o outro a suas vitórias, pois sabemos que não é assim. Pois o que as pessoas desejam é furar os olhos do outro, quando a outra pessoa alcança a sua vitória

17 de nov de 2015

Literatura infantil lúdica:

Literatura infantil lúdica: uma importante ferramenta para a formação de leitores Raimunda Alves Melo* A literatura infantil é objeto de muitas pesquisas nas últimas décadas. Alguns estudiosos tecem reflexões sobre a importância de estimular a leitura e a escrita e apontam alternativas para orientar os professores a realizar um trabalho mais sistemático e aprofundado com obras literárias voltadas às crianças. Outros discutem o papel da literatura infantil na formação de leitores. Neste texto, apresentamos algumas orientações metodológicas para garantir essa dupla função, pois queremos que a leitura na escola seja marcada por momentos lúdicos e prazerosos no contato das crianças com os textos literários, tendo como consequência o estímulo à alfabetização e ao letramento já nos anos iniciais do Ensino Fundamental. A literatura infantil sempre esteve e está presente em nossas vidas muito antes da leitura e da escrita, seja por meio das cantigas de ninar, das brincadeiras de roda ou das contações de histórias realizadas pelos familiares. Porém quando as crianças chegam à escola é que a literatura passa a ter o poder de construir uma ligação lúdica entre o mundo da imaginação, dos símbolos subjetivos, e o mundo da escrita, dos signos convencionais impostos pela cultura sistematizada. Sabemos que a partir do momento em que a criança tem acesso ao mundo da leitura, ela passa a buscar novos textos literários, faz novas descobertas e consequentemente amplia a compreensão de si e do mundo que a cerca. Nesse cenário, professores e coordenadores pedagógicos devem atuar em sintonia, assegurando que o trabalho com a literatura infantil aconteça de forma dinâmica, por meio de práticas docentes geradoras de estímulos e capazes de influenciar de maneira significativa o desenvolvimento de habilidades orais, leitoras e escritoras. A contação diária de histórias é bastante significativa, porque proporciona um momento mágico de valor educativo sem igual na correlação destes três eixos: leitura, escrita e oralidade. As atividades de leitura devem ocorrer desde os primeiros dias de aula, mesmo com crianças que ainda não conhecem nenhuma letra, pois, por meio da visão e da audição, elas realizam a leitura de ilustrações e acompanham a leitura do texto feita pelo professor. Nessa fase inicial, em contato com os livros, elas aprendem a manuseá-los, a reconhecer suas formas, a perceber a diagramação e iniciam suas experiências com os modos de composição textual. Uma boa obra literária é aquela que apresenta a realidade de forma nova e criativa, deixando espaço para o leitor descobrir o que está nas entrelinhas do texto. A interação da criança com a literatura possibilita uma formação rica em aspectos lúdicos, imaginativos e simbólicos. O desenvolvimento dessa interação, com procedimentos pedagógicos adequados, leva a criança a compreender melhor o texto e seu contexto. Com o intuito de formar leitores, a literatura especializada aconselha os professores e a escola a utilizar alguns procedimentos pedagógicos como: convívio contínuo com histórias, livros e leitores; valorização do momento da leitura; disponibilidade de um acervo variado; tempo para ler, sem interrupções; espaço físico agradável e estimulante; ambiente de segurança psicológica e de tolerância dos educadores em relação às singularidades e às dificuldades de aprendizagem de cada criança; oportunidades para que expressem, registrem e compartilhem interpretações e emoções vividas nas experiências de leitura; acesso à orientação qualificada sobre por que ler, o que ler, como ler e quando ler. Nessa perspectiva, é importante ressaltar a relevância do contato permanente das crianças com os livros, para que elas possam conviver com suas histórias desde cedo. O trabalho com a literatura infantil deve ter como um dos pontos norteadores a preocupação em formar leitores autônomos e críticos. Isso exige dos professores um olhar atento e tenaz para as metodologias que devem ser empregadas, bem como para o material a ser utilizado (livros só com textos; livros com textos e imagens; livros só com imagens; livros com recursos audiovisuais, entre outros). É importante ressaltar que esses materiais, quando bem trabalhados, atraem bastante as crianças. Além disso, podem ser explorados em atividades de ordenação das narrativas e de (re)criação de histórias orais ou escritas. Independentemente do tipo de livro que utilizem em sala de aula, orientamos que os professores destinem pelo menos 25 minutos diários das aulas para proporcionar a seus alunos um momento de leitura, que pode ser realizado de forma coletiva ou individual, sistematicamente, não deixando para trabalhar apenas no dia destinado a atividades de Língua Portuguesa. Outra estratégia importante é incluir brinquedos e brincadeiras como parte da formação de alunos leitores. Ao misturar livros e brinquedos, livros e brincadeiras, a escola realiza um trabalho de sedução das crianças para a leitura, pois, à medida que o livro entra em sua vida, desde muito cedo e de forma prazerosa, desperta seu imaginário e, consequentemente, o desejo de ler. Partindo desse princípio, acreditamos que as atividades lúdicas envolvendo a leitura, realizadas diariamente pelos professores, bem como a disponibilização de livros de literatura infantil e brinquedos fazem com que os primeiros contatos com a leitura sejam agradáveis e divertidos. Dessa forma, quanto mais lúdico for o trabalho com a literatura infantil, melhor será seu impacto na formação de leitores e na aprendizagem da leitura e da escrita. Ler histórias para as crianças é incitar o imaginário, provocar perguntas e buscar respostas, é despertar grandes e pequenas emoções como rir, chorar, sentir medo e raiva, emoções estas que vêm das histórias ouvidas e lidas. Juntos, livros, brinquedos e brincadeiras fortalecem ainda mais a construção de novos conhecimentos, favorecendo o desenvolvimento motor, social, emocional e cognitivo das crianças.

Literatura na Educação Infantil:

Literatura na Educação Infantil: para começar, muitos livros Garantir o contato com as obras e apresentar diversos gêneros às crianças pequenas é a principal função dos professores de creche e pré-escola para desenvolver os comportamentos leitores e o gosto pela literatura desde cedo Elisa Meirelles (elisa.meirelles@fvc.org.br). Com reportagem de toda a equipe de NOVA ESCOLA e NOVA ESCOLA GESTÃO ESCOLAR Envie por email Imprima |< < Página 2 de 2 Quando ler Já é amplamente sabido que a leitura deve ser uma atividade diária na Educação Infantil. Mas nunca é demais lembrar que as crianças pequenas não têm paciência para ficar muito tempo fazendo a mesma coisa. Portanto, reserve dez ou 15 minutos por dia no início dessa "caminhada". Sobrecarregar os pequenos pode transformar a hora da leitura num momento chato. E, aos poucos, vá aumentando esse tempo. À medida que criam o hábito da leitura, os pequenos começam a prestar atenção em histórias mais longas. Onde guardar os livros É muito comum cada sala de Educação Infantil ter um cantinho de leitura, com uma pequena estante. O ideal é que todo o acervo fique ao alcance das crianças (perto do chão e sem obstáculos entre obras e leitores). "Nessa fase da escolarização, o educador deve ensinar os cuidados básicos que devemos ter com o livro", diz Renata Junqueira, coordenadora do Centro de Estudos em Leitura e Literatura Infantil e Juvenil Maria Betty Coelho Silva (CELLIJ), da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp), campus de Presidente Prudente. O que ler As histórias de ficção (como os contos de fadas) são as que mais encantam as crianças, mas é importante oferecer a elas diversas obras para que criem um repertório amplo. Como explica Renata, "os livros são um ótimo caminho para ampliar o universo cultural dos pequenos porque permitem entrar em contato com situações desconhecidas". Virgínia, em seu texto sobre a leitura na Educação Infantil, dá outra dica preciosa: "Preocupe-se com a qualidade literária, e não com o conteúdo moral". Isso não quer dizer que você pode escolher histórias amorais, mas que uma história bem escrita tem mais chances de prender a atenção de todos. Por isso, fique sempre com os textos que têm descrições ricas, misturem mistério e comédia e estimulem a imaginação, criando uma aventura interessante (no quadro abaixo, confira algumas indicações para turmas de Educação Infantil). E fuja dos materiais "escolarizados", cujo principal objetivo não é entreter a criançada, mas apenas ensinar que isso é o pato e aquilo é azul ou verde, sem nenhuma preocupação com a linguagem literária. Os erros mais comuns - Ignorar as opiniões das crianças. Ouvir as considerações da turma e estimular esse compartilhamento ajuda a criar o gosto pela literatura. - Impor uma interpretação. Ao terminar o livro, o educador "resume" sua visão da história - e não percebe que ninguém é obrigado a ter a mesma opinião. - Substituir o livro por figuras ou fantoches. Variar o modo de ler é desejável - mas não se pode esquecer que a hora de leitura precisa... de um livro. - Ater-se aos clássicos. As crianças adoram os contos de fadas, mas é essencial apresentar outros gêneros, como a poesia.

20 de set de 2012

A Literatura Infantil, os Contos de Fadas, a Criança e a Escola*

Na Idade Média não existia a “infância”, não se escrevia para as crianças, não havia livros para elas. Foi apenas durante a idade moderna, devido às mudanças na estrutura da sociedade e a ascensão da família burguesa, que surge o sentimento de infância, com isso varias mudanças se fazem necessárias sendo que as duas mais importantes são a reorganização da escola e a criação de um gênero literário especifico para as crianças, é em meio a todas estas transformações que nasce a literatura infantil. Os primeiros livros infantis foram escritos no final do século XVII e durante todo o século XVIII. Foi também nesta época que surge na Europa um dos segmentos mais importantes e significativos da literatura infantil: Os contos de Fadas, foram os franceses que criaram o termo conte de fée que logo torna-se o fairy tale inglês, já no Brasil eles começam a surgir somente no século XIX . Os contos de Fadas fazem parte da herança cultural de diversas nações e vem se perpetuando por gerações. Bruno Bettelheim, 1980, pág. 352 diz “O conto de fadas faz com que a fantasia se torne verdade.”, sendo assim abrem as portas para o mundo imaginário que nos mostra a realidade dos conflitos, valores, questões universais da condição humana, os contos de fadas são fontes de extrema riqueza e por isso são estudados em diversas áreas como a psicanálise, a pedagogia, a antropologia, a psicologia, a sociologia, etc. A literatura infantil e principalmente os contos de Fadas podem ser usados na saúde da criança, seja para ajudá-la com problemas psicológicos ou na educação, seja para apenas ensina-la a reconhecer o mundo em que esta inserida e com o qual divide seus ganhos e suas perda, seus valores morais e éticos ou simplesmente ensina-las o prazer de ler. Fanny Abramovich diz em seu livro Literatura infantil, gostosuras e bobices, 1994, pág. 98 que: (...) Querer saber de todo o processo que acontece, do nascimento até a morte, faz parte da curiosidade natural da criança, pois se trata da vida em geral e da sua própria em particular...saber sobre seu corpo, sua sexualidade, seus problemas de crescimento, sua relação(fácil ou dificultosa) com os ouros faz parte do se perguntar sobre si mesma e do precisar encontrar respostas(...)querer saber mais sobre aflições, tristezas, dificuldades, conflitos, duvidas, sofrências, descobertas que outros enfrentam, para poder compreender melhor as suas próprias, faz parte das interrogações de qualquer ser humano em crescimento(...) A aprendizagem da criança começa quando ela nasce e segue por toda sua vida, mas é nos primeiros anos que a personalidade e o caráter delas começam a serem moldados, é a partir dos 4 anos que elas começam a procurar entender o que esta acontecendo com elas e com o mundo a sua volta. Bruno Bettelheim diz em seu livro A psicanálise dos contos de fadas, 1980, pág. 33 que: O conto de fadas é terapêutico porque o paciente encontra sua própria solução através da contemplação do que a estória parece implicar acerca de seus conflitos internos neste momento da vida. O conteúdo do conto escolhido usualmente não tem nada que ver com a vida exterior do paciente, mas muito a ver com seus problemas interiores, que parecem incompreensíveis (...) . O conto de fadas também “(...) projeta o alívio de todas as pressões e não só oferece formas de resolver os problemas, mas promete uma solução "feliz" para eles.” (Bettelheim, 1980 pág. 46). Sendo assim “Nos contos de fadas, a realidade é dicotômica, mas marcha inevitavelmente para a imposição do bem sobre o mal, instaurando uma ordem que deve ser imutável”. (ZILBERMAN, 1981, p.71). O censo de 2001 aponta que os livros de literatura infantil são utilizados em 58% das creches do país e que seu percentual aumenta nos estabelecimentos da pré-escola para 64%, sendo assim podemos perceber que mesmo sabendo da importância da literatura infantil na aprendizagem e formação da criança, e que o incentivo a leitura deve ocorrer desde cedo tanto em casa quanto na escola, sendo dever dos pais e dos professores estimularem a criança a descobrir o mundo imaginário e fantástico dos livros, estes ainda buscam seu espaço nas casas e nas salas de aula. Mas porque os contos de fadas são tão importantes na aprendizagem e formação da criança? Isso ocorre “porque os contos de fadas estão envolvidos no maravilhoso, um universo que denota a fantasia, partindo sempre duma situação real, concreta, lidando com emoções que qualquer criança já viveu...” (Abramovich, 2006, pág. 120). Os contos de fadas desenvolvem a capacidade de fantasia e imaginação infantil, eles são para as crianças, o que há de mais real dentro delas. Os contos enquanto diverte a criança, a esclarecem sobre si mesma e favorecem o desenvolvimento da sua personalidade. Por isso, um conto trabalha o aspecto afetivo, psicológico e cognitivo. Desta forma, seria interessante os contos estarem presentes na vida da criança desde a educação infantil, auxiliando-a na elaboração dos seus conflitos, auxiliando-os a estruturar uma resposta positiva, um final feliz a seus problemas, pois os contos de fadas, ao se iniciarem com seu clássico “Era uma vez um reino distante...” são tão atemporais. O reino do qual o conto fala pode ser qualquer um, em qualquer lugar e seus personagens têm determinadas características que despertam assim a identificação imediata da criança com o conto. Amarilha diz-nos bem sobre esse processo de identificação com os personagens do conto no seu livro Estão mortas as Fadas? 2004, pág. 18: Através do processo de identificação com os personagens, a criança passa a viver o jogo ficcional projetando-se na trama da narrativa. Acrescenta-se à experiência o momento catártico, em que a identificação atinge o grau de elação emocional, concluindo de forma liberadora todo o processo de envolvimento. Portanto, o próprio jogo de ficção pode ser responsabilizado, parcialmente, pelo fascínio que (o conto de fadas) exerce sobre o receptor. Sendo assim os contos contribuem para a formação da personalidade, para o equilíbrio emocional, isto é para o bem estar da criança, pois através de suas personagens boas e más, dos obstáculos que estas enfrentam e os desfechos que nem sempre são felizes para todos, as crianças começam a perceber o mundo em que esta inserida e todas as dores e prazeres contidos nele, estes contos falam-nos das verdades universais e individualmente de cada assunto que as crianças podem vir a se preocupar em cada fase da vida. A história proporciona a criança viver além de sua vida imediata, vivenciar outras experiências. Por isso seduz, encanta e embriaga. Quando ouvimos uma história e nos envolvemos com ela, há um processo de identificação com alguns personagens. Isso faz com que o indivíduo viva um jogo ficcional, projetando-se na trama. O jogo que o texto proporciona é de natureza dramática. Ao entrar na trama de uma narrativa, o ouvinte ou leitor penetra no teatro. Mas, do lado do palco ele não só assiste ao desenrolar do enredo como pode encarnar um personagem, vestir sua máscara e viver suas emoções, seus dilemas. Dessa forma, ele se projeta no outro através desse jogo de espelho, ganha autonomia e ensaia atitudes e esquemas práticos necessários a vida adulta (AMARILHA, 2004, pág.53). Os contos de fadas sempre tiveram a função de distrair e instruir, podendo ser um valioso instrumento auxiliar na educação das crianças. A escola então não pode se restringir somente à transmissão de conhecimentos ela pode e deve contribuir para a formação pessoal de cada indivíduo. Apesar disso os contos são utilizados com uma finalidade pedagógica, buscando nivelar a criança e trazê-la à realidade concreta, racional. Os professores na maioria das vezes apenas utilizam à literatura infantil na sala de aula como um instrumento de controle sobre as crianças, isso ocorre porque os contos de fadas são sempre bem recebidos pelas crianças, então eles recorrem aos contos “(...) para acalmar as crianças quando estão muito inquietas e também para impor silêncio e disciplina ao caos que, as vezes, ocorre na sala de aula.” (AMARILHA, 2004, pág. 17) ou então transforma-los em tarefas escolares, desta forma os contos de fadas perdem sua função lúdica e estética e impedem que as emoções sejam vivenciadas. Sendo assim, compartilhar um conto de fadas significa deixá-lo fluir, possibilitando que o professor e o aluno experimentem emoções novas. Ao ouvir um conto de fadas é preciso que se dê tempo às crianças, é preciso que as crianças tenham a oportunidade de “mergulhar” na atmosfera do conto, que possam falar sobre ele, sobre assuntos e sentimentos despertados. Só assim o conto terá desempenhado sua função emocional e intelectual. Porem tudo isso significa também um outro modelo de educação que acolha o maravilhoso, a fantasia e a criatividade, para que os professores possam dividir com as crianças seu conhecimento e enfrentar a incerteza e o desconhecido. Portanto os educadores devem ter a literatura infantil e os contos de fadas como um meio de socialização, um instrumento que os ajude a inserir as crianças no mundo. (...) mesmo sem tarefa, sem nota, sem prova, a literatura educa e que, portanto, é importante pedagogicamente (...) deixo, então, este convite para que brinquem com as palavras, brinquem de contar historias, de ler historias. Brinquem com a literatura e sejam felizes. (AMARILHA, 2004, pág.56). Por todos estes motivos é que termino este artigo com esta convite tão brilhante de Amarilha. ABRAMOVICH, Fanny. Literatura infantil: gostosuras e bobices. 5ª ed. São Paulo: Scipione, 2006 (Série: Pensamento e Ação no Magistério). 174 p . AMARILHA, Marly. Estão mortas as fadas? 6. ed. Rio de Janeiro: Vozes, 2004. ARIÈS, Philippe. História social da criança e da família. 2. ed Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1981. 279 p. . BETTELHEIM, B. A Psicanálise dos Contos de Fadas. Tradução de Arlene Caetano 9. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1992 366 p. COELHO, Nelly Novaes. O conto de fadas: símbolos mitos arquéticos. São Paulo: DCL, 2003 155 p. *Este artigo faz parte da monografia da graduanda Gisele Machado. Todos os direitos reservados. Proibida a reprodução total ou parcial sem prévia autorização (Inciso I do Artigo 29 Lei 9.610/98 )

Olhar de descoberta na formação de leitores navegativos

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1. Introdução Em 1996, Lucia Pimentel Góes publicou Olhar de descoberta: proposta analítica de livros que concentram várias linguagens, marco na teoria literária infantil/juvenil no Brasil. Pela primeira vez, definiu-se com clareza o novo paradigma da produção literária para crianças e jovens que vinha se evidenciando desde a década de 1970. São obras que concentram múltiplas linguagens (em particular, o código escrito e o visual) e que se constroem em rico diálogo intertextual. Antes, as obras literárias para crianças se assemelhavam aos livros tradicionais para adultos, em que o código verbal escrito costuma sobrepor-se aos demais. Até então as imagens ocupavam espaço tímido nos livros, cumprindo principalmente funções descritivas, narrativas e decorativas. Contudo, a partir da década de 1970, outras linguagens ganham espaço nas obras infantis, com destaque para as ilustrações. As ilustrações do livro infantil atual têm papel fundamental na obra ao lado da narrativa escrita, trazendo para o leitor pelo menos duas visões em diálogo (o discurso das ilustrações e o da escrita), o que tende a multiplicar as possibilidades de sentido das obras infantis nesta relação visual–verbal. Junto ao diálogo entre escrita e ilustrações, há um aprofundamento das referências intertextuais e da linguagem simbólica dos textos, enriquecendo o significado das obras e elevando a literatura infantil/juvenil ao patamar da grande literatura. Lucia Pimentel Góes denomina este novo paradigma da literatura infantil de “objeto novo”. Tais transformações nos textos para crianças decorrem de uma concepção emergente de infância. Aos poucos, essa fase deixa de ser considerada mera preparação para a vida adulta, em que o indivíduo precisa ser formado o quanto antes sob uma moral tradicional, passando-se a se cultivar também as características próprias da infância. Trata-se de uma valorização da criança inventiva e criativa, e de uma educação que quer construir uma sociedade mais justa, crítica, sensível e inclusiva. Nesse sentido, com uma visão pedagógica menos cartesiana, levando em conta as especificidades de ser criança, é que se fazem possíveis e bem-vindos o diálogo intercódigos, o simbolismo e a intertextualidade na literatura infantil. Junto a isso, avanços gráficos, como a preparação de fotolitos (matrizes para impressão) por técnicas digitais, em lugar da fotocomposição (fotossensibilização), aprimoram a qualidade de reprodução de imagens e de cores. Essa melhora técnica viabiliza a produção das obras visualmente mais ricas, tornando possível o projeto do “objeto novo”. A partir da década de 1990, avanços tecnológicos na área da computação – tais como a miniaturização dos computadores (microcomputadores, notebooks, netbooks, palmtops etc.) e a popularização dessas máquinas – possibilitaram um aprofundamento dessas relações intercódigos e intertextuais nos textos. A essas obras – em que o diálogo intercódigos ultrapassa a relação ilustração–escrita, e a intertextualidade se concretiza em hipertexto – denominamos de literatura navegativa. Assim, o leitor do “objeto novo” proposto por Lúcia Pimentel Góes, hoje precisa ainda mais do olhar de descoberta para explorar os nós e nexos dos textos potenciais da hipermídia. 2. O “objeto novo” e o boom da literatura infantil A “descoberta da qualidade específica do ser criança” (COELHO, 1991: 138) que ocorre ao longo o século XX culmina no chamado boom da literatura infantil entre as décadas de 1970 e 1980. Conforme Lucia Pimentel Góes: [Antes] não se admitia um leitor ativo, movido por seus sentidos. Na literatura infantil e juvenil tradicional, ligada à pedagogia, a criança é um receptor passivo. A história era vista como um processo de transmissão de informações morais. A concepção atual rompeu com essa ideologia (GÓES, 2003:15). Assim, um novo momento da literatura infantil/juvenil no Brasil surgiu no último quarto do século XX. Em oposição à literatura moralista e dogmática de até então, aparece o experimentalismo e o questionamento de tudo que era tido como verdade absoluta. Às obras publicadas sob essa nova ótica Lucia Pimentel Góes denomina com gradne lucidez de “objeto novo”: “Objeto novo” é a denominação por nós sugerida para os livros que apresentam uma concentração de linguagens de natureza vária e variada. Para lê-lo em fruição plena é preciso um olhar de descoberta (GÓES, 2003: 19). As características fundamentais do “objeto novo” são: a) textos plenos de significados e intertextualidades. Para uma leitura mais proveitosa dele é preciso um “olhar de descoberta”, investigativo; b) sua leitura se faz de forma lúdica e possibilita o aprendizado que as situações do mundo real não oferecem, antes bloqueiam, traumatizam ou subvertem; c) seu processo de significação parte da relação leitor-texto, a partir dos aspectos sensoriais, emocionais e racionais; d) o leitor que assim lê pode desenvolver sua expressão criadora ou sua capacidade de criar, inventar, relacionar, comparar, escolher, optar, desenvolver. O “objeto novo” exige do leitor “olhar de descoberta” para sua plena fruição. São textos que favorecem leituras plurais. São “palavra gorda, obesa”, textos simbólicos, dialógicos, exercitando o olhar plural, estimulando a sensibilidade, a criatividade e a formação crítica do leitor. O leitor da intertextualidade pode ad-mirar, pois tem os sentidos despertos, memória avivada e acionada, vendo o que existe, sem submeter-se às leituras-desvios, pois as detecta. Conhece o texto como prática intertextual e intersemiótica, reconhece a inter-relação e a dialética da linguagem em movimentos circulares de renovação-revolução. Leitura, espaço deflagrador de outras ações-revoluções. Sinestesia da percepção, porque cruzamento de sensações. (GÓES, 2003: 24) O advento das mídias digitais, como se demonstrará a seguir, possibilita uma renovação e um aprofundamento dessas características. A intertextualidade se concretiza em hipertextualidade, o olhar de descoberta se faz leitura navegativa e a concentração de linguagens se agudiza em diálogo intercódigos. 3. A hipermídia: traços definidores A hipermídia é um suporte virtual, que se tornou evidente nas mídias digitais, sobre o qual se revelam textos em códigos variados e mistos, conectados de forma hipertextual. A linguagem digital (código binário) armazena em um mesmo formato informações sonoras, visuais e verbais e conecta essas informações, reunindo em um mesmo suporte, gêneros textuais que antes só podiam ocupar lugares distintos, por exemplo: um artigo de jornal escrito e uma vídeo-reportagem, ou uma música e um conto. Com a popularização da internet, esses textos podem ser criados e lidos quase instantaneamente em qualquer ponto do globo. Assim, o leitor da hipermídia tem contato rápido e simples a uma ampla gama de textos, desde que tenha acesso a um computador conectado à internet e que domine os mecanismos de leitura-navegação na rede. Desse modo, junto com a cultura hipermidiática torna-se evidente um tipo especial de leitura: a leitura navegativa. É a leitura da multiplicidade de linguagens, da seleção/inter-relação das infinitas informações veiculadas pelos meios digitais. É a leitura da tela do computador, que “navega entre nós e conexões alineares pelas arquiteturas líquidas dos espaços virtuais” (SANTAELLA, 2004: 31). É uma leitura que exige seletividade, para que o leitor não se perca nos mares virtuais. O leitor navegativo tem (ou deveria ter) consciência de que o mundo é muito maior do que ele pode dominar e escolhe, na infinidade de textos que tem à disposição (todos a distancia de poucos cliques), os textos e caminhos que lhe interessam. Podemos definir três características principais da linguagem hipermidiática: o diálogo intercódigos (nas matrizes visual, verbal e sonora), a hipertextualidade e a interatividade. Ainda que nenhuma delas seja exclusiva das mídias digitais, encontram na computação e na internet terreno fértil para desenvolver suas potencialidades. 3.1. O diálogo intercódigos e a concentração de linguagens Tendo se estabelecido sob influência das mídias audiovisuais (período do boom da literatura infantil), o diálogo intercódigos se amplia na literatura navegativa. Isso acontece em decorrência da plasticidade do sistema digital, capaz de traduzir múltiplas linguagens sob um mesmo código binário. Isso, aliás, é o que permitiu o fenômeno chamado de “convergência das mídias”: jornal, tevê, telefone, agenda, vídeo, música, livro etc., em um mesmo suporte digital (o computador, o celular, o palmtop etc.). Assim, para uma leitura navegativa é necessária habilidade do leitor nos vários códigos e em entrecruzá-los, já que a compreensão mais plena do significado dos textos apresentados nesses novos suportes se dá pelo produto (pela inter-relação) das várias linguagens: [É] a hibridização de linguagens, processos sígnicos, códigos e mídias que a hipermídia aciona e, consequentemente, a mistura de sentidos receptores, a sensorialidade global, sinestesia reverberante que ela é capaz de produzir, na medida mesma em que o receptor ou leitor imersivo interage com ela, cooperando na sua realização (SANTAELLA, 2004: 47-48). Esse conceito converge com uma das características do “objeto novo” proposto por Lúcia Pimentel Góes: a concentração de linguagens. Assim, tanto no “objeto novo”, quanto nos textos intercódigos é essencial o diálogo de códigos e linguagens: “Situamos o livro de literatura infantil e juvenil entre duas balizas: o texto só-imagem, de um lado, e, de outro, o texto só-verbal. Entre ambas há um rico e variado acervo de obras que concentram várias linguagens” (GÓES, 2003: 19). 3.2. A hipertextualidade e a intertextualidade Além de serem intercódigos, os textos hipermidiáticos são descentralizados e alineares, uma vez que os trechos de texto (em múltiplos códigos) se conectam por meios de nexos (promovendo a leitura não-linear), e o leitor pode principiar a leitura por diversos nós (e até por pontos diferentes dentro do mesmo nó, promovendo a descentralização da leitura). Um nó é um trecho de texto (que pode ou não ter sentido completo) cuja significação se amplia (ou se completa) pela navegação, conectando-se a outros nós. Ele pode ser um bloco de vídeo, de som, de escrita, uma imagem, uma animação etc. Os nexos, por sua vez, são conexões entre um nó e outro. Eles são ativados pela interação do usuário, geralmente pelo clique do mouse em um hiperlink (uma palavra, expressão, imagem… do nó que serve para transportar o leitor a outros pontos da rede correlacionados). Graficamente poderíamos representar um nó como um ponto no cruzamento entre os fios de uma rede, e os nexos como os trechos de fio entre um ponto e outro. Essa forma de leitura, que se constrói pela navegação entre nós por meio de nexos dá-se o nome de hipertextual. Como se pode perceber, a hipermídia é um espaço de textos potenciais que só se completam (de modo efêmero) pela intervenção do usuário. Trata-se da “capacidade de armazenar informações e, por meio da interação do receptor, transmutar-se em incontáveis versões virtuais” (SANTAELLA, 2004: 49). Assim, nos textos navegativos, a leitura não segue uma sequência linear. A leitura muitas vezes pode começar em diversos pontos da tela e há sempre a possibilidade de se dirigir a um ou outro nó, de acordo com o interesse do leitor. Assim, a intertextualidade do “objeto novo” descrito por Lúcia Pimentel Góes, agora é concretizado também como hipertextualidade nos textos navegativos. Enquanto na intertextualidade os textos referidos estão fora do texto lido (referências extratextuais), no hipertexto, eles se encontram dentro da própria mídia, podendo ser acessados por meio dos nexos. 3.3. A interatividade e o olhar de descoberta No computador, por meio do teclado, do mouse, de um joystick, de uma webcam etc., o leitor-navegador interage com o texto, escolhendo os caminhos da sua leitura e às vezes deixando marcas no próprio texto. A palavra “interação”, contudo, designa de forma ampla a relação entre dois ou mais elementos. Francis Kretz (apud SANTAELLA, 2004: 155) oferece uma classificação muito útil, na qual distingue seis tipos de interação leitor-texto. Delas, quatro são recorrentes e características nos textos hipermidiáticos: a) Interatividade arborescente – aparece nos textos em que há escolhas, caminhos a serem selecionados. A leitura hipertextual se baseia nesse tipo de interação. Por meio dos links, o leitor navega pelo texto, escolhe se quer saber mais sobre este ou aquele assunto, se prefere este ou aquele caminho. Um exemplo de texto infantil que evidencia a interatividade arborescente é a Interminável Chapeuzinho (Angela Lago)[1]. Nessa história há um ponto de saída comum: a cena da Chapeuzinho conversando com a mãe. A partir daí o leitor opta por caminhos, clicando nas opções que aparecem na tela. Outro modelo de interatividade arborescente, no suporte impresso são os livros-jogos que ficaram famosos na década de 1990. Inspirados nos role-playing games (RPGs), no fim de cada trecho de texto, o leitor-jogador decidia por um dos caminhos possíveis, seguindo a leitura na página indicada para aquela opção. b) Interatividade lingüística – ocorre nos textos em que o leitor seleciona informações ou textos por meio de formulários ou palavras-chave. É o caso dos sites de busca (ex.: Google) ou das pesquisas em bibliotecas e livrarias virtuais. A obra digital Fairy tales[2] explora literariamente esse tipo de interação. Nele, pelo preenchimento de um formulário, o leitor “personaliza” o conto de fadas que irá ler. c) Interatividade de criação – nesse tipo de interação o leitor/usuário pode interferir no conteúdo. É o caso dos comentários deixados em blogs ou dos conteúdos colaborativos (ex.: Wikipédia). No site de Sérgio Capparelli[3], por exemplo, o leitor pode completar versos e rimas de vários poemas infantis. d) Interatividade de comando contínuo – caracteriza-se pela modificação, deslocamento de objetos visuais ou sonoros por manipulação, como acontece nos videogames. No ciberpoema “Chá”[4], de Sérgio Capparelli e Anna Cláudia Gruszynsk, o leitor pode colocar diversas imagens dentro de uma xícara, arrastando-a com o mouse. É um uso típico da interatividade de comando contínuo, na literatura para crianças. É importante destacar que essa divisão é apenas teórica, de modo que é possível encontrar, num mesmo texto, simultaneamente várias dessas formas de interação entre leitor e texto. Assim, é fundamental ter “olhar de descoberta” para fruir os textos navegativos. Nele, o leitor é chamado sempre a optar, a decidir que caminho seguir a partir do hiperlinks (índices dos nós a que se referem), cada trajeto com uma consequência, cada percurso, uma nova leitura. E a leitura de cada nó, textos em vários códigos simultâneos (imagens, escritos, animações, sons etc. em diálogo), requer também “olhos bem abertos” para captar os múltiplos sentidos resultantes da associação das várias linguagens. 4. Exemplos de textos navegativos na literatura infantil Selecionamos alguns entre muitos exemplos de textos navegativos para crianças e adolescentes. Entre as obras impressas temos: a) Obras em que há notas marginais e quadros explicativos ­– em Que história é essa? 2, de Flávio de Souza (2000), os textos principais são completados por quadros com charadas, enigmas e curiosidades para o leitor. Já em Todos contra D@nte, de Luís Dill (2008), quadros detalham e explicam trechos específicos da obra. b) Obras em que há diálogos intercódigos e intergêneros — em De fora da arca, de Ana Maria Machado (2004), além da narrativa principal, há partitura e letra de música, bem como eu texto explicativo sobre a história dessa música. Em 17 é tov, de Tatiana Belinky (2005), a narrativa ficcional divide espaço com fotografias documentais e com informações históricas. c) Obras com estrutura labiríntica, não-linear, descentralizada – como em Zubair e os labirintos, de Roger Mello (2007), e em Todos contra D@nte, de Luís Dill (2008), em que a leitura pode ser feita de diversas formas, organizando blocos de texto. Assim, como nos textos que acabamos de listar, a leitura navegativa extrapola as mídias digitais, influenciando a mídia impressa. Ainda assim, é no computador e na internet que essa leitura tem se manifestado de forma mais patente, uma vez que foi a partir dela que essa leitura se evidenciou. Ela aparece muita claramente, por exemplo, nos textos dos sites de Angela Lago[5] e Sérgio Caparelli[6], alguns deles citados ao longo deste artigo. 5. Considerações finais Os textos navegativos (ou, melhor, a leitura navegativa) levam a um elevado grau de intersemiose (concentração de linguagens). Para além do diálogo ilustração–escrita típica do “objeto novo”, na hipermídia essa relação extrapola para outros códigos, além dos diálogos intergêneros. A intertextualidade, por sua vez, se configura também como hipertextualidade. Por meio dos hiperlinks, as inter-relações de obras se tornam concretamente acessível durante a leitura. Assim, pela virtualidade de sua interface e pelo modo como foi historicamente construída, a leitura navegativa favorece, num leitor proficiente, uma leitura intercódigos, intergêneros, hipertextual, associativa e interativa, propondo vários caminhos e formas de leitura de acordo com o interesse do leitor. Como se pode constatar pelas obras citadas, a influência da hipermída na literatura para crianças já é bastante evidente e difundida no Brasil. Para que o leitor possa escolher caminhos e usufruir dessa multiplicidade de alternativas, é necessário que ele tenha habilidade nos vários tipos de leitura, textos e suportes. Dessa forma, a sua formação plena, deve contemplar toda essa variedade. Ou seja, é necessário um ensino de leitura que, além dos textos tradicionais, contemple práticas de leitura significativas e diversificadas. Nesse sentido, a afirmação de Lucia Pimentel Góes (2003: 114) continua atual e urgente: “o leitor se constroi quando consegue atribuir significado à palavra, interagindo com um contexto. Que jogo pode ser mais divertido e estimulante do que ler jogando ou ler brincando?”. Por ser intersemiótico e intertextual, o “objeto novo” segue válido e a sua compreensão fundamental para o estudo da leitura navegativa evidenciada pelas mídias eletrônicas. Os livros infantis dessa primeira década do século XXI demandam cada vez mais “olhos bem abertos, arregalados” dos pequenos leitores, estimulando neles a criatividade, a sensibilidade e o senso crítico. Desse modo, o “objeto novo”, vislumbrado por Lúcia Pimentel Góes há mais de uma década, segue “novo”, “novíssimo”, referência obrigatória para todos os envolvidos na formação dos novos leitores: pais, educadores, estudantes de Letras e Pedagogia e estudiosos da literatura para crianças e jovens. 6. Bibliografia BARAN, Paul. On distributed comunications. Rand: Califórnia, 1964

Revolução Farropilha

Em 1915 o Presidente do Estado, Dr. Antonio Augusto Borges de Medeiros encomendou do pintor Antonio Parreira, (1860-1937) o óleo Proclamação da República Rio Grandense. Pintura que por longos anos esteve no Palácio Piratini, sendo mais tarde retirado dali e colocado no Posto de Comando do comandante do Regimento Bento Gonçalves da Brigada Militar em Porto Alegre, conforme constatei ao ali comparecer como presidente do Instituto de História e Tradições do RGS(IHTRGS) para agraciarmos diversas autoridades presentes com a Medalha do Mérito Farroupilha, instituída pelo citado IHTRGS por nós fundado em 10 de setembro de 1986, nos 150 anos do Combate do Seival, na Escola Técnica Federal de Pelotas. revolução Então abordamos aos presentes com surpresa para muitos que aquele quadro reprodurepresentava a Divisão Liberal do Coronel Antônio de Souza Netto, vencedor de combate do Seival que criou condições para proclamação da República Rio Grandense no dia seguinte no Campo do Menezes. República que resistiu ao Império por cerca de 9 anos. Divisão Liberal que resultara da transformação do Corpo da Guarda Nacional de Piratini, ao comando do Coronel Antônio Netto da Guarda Nacional da Província e constituída de dois esquadrões com duas companhias cada. As 4 companhias foram mobilizadas no então vasto município de Piratini que fora criado por D. Pedro I, em 15 de dezembro de 1830 e constituído dos distritos sede, o de Bagé até o Piraí e mais o de Cerrito (Vila Freire ) e o de Canguçu. E cada um destes distritos contribuiu com uma companhia de Guardas Nacionais para formar o Corpo da Guarda Nacional de Piratini, transformada em Divisão Liberal por Netto. Assim, o atual município da Canguçu esteve presente em Seival e Campo Menezes representando cerca de ¼ parte dos bravos vencedores de Seival e proclamadores da República Rio Grandense. História é verdade e justiça ! E Canguçu deve orgulhar-se de haver estado presente em Seival e Campo Menezes. Presença que se projetou na Proclamação da República do Brasil em 15 de novembro de 1889. Hoje é dada mais importância ao 20 de setembro de 1835 do que ao 11 de setembro de 1836, a data da Proclamação da República Rio Grandense. Creio que historicamente o 11 de setembro é mais relevante do que o 20 de setembro, consagrado pela tradição. Se a Divisão Liberal de Netto tivesse sido vencida a Revolução Farroupilha teria durado menos de um ano. revolução1 O quadro acima e outra visão da proclamação da Republica Rio Grandense por Antonio de Souza Netto no comando de sua Divisão Liberal integrada por filhos dos então distritos de Piratini Canguçu, Cerrito e Bagé até o Pirai e mais o distrito sede de Piratini. E os tradicionalistas de Canguçu, Piratini, Cerrito e Bagé e mais dos atuais municípios compreendidos no vasto município de Piratini de 1830/45 tem de assumir e cultuar esta glória farroupilha. Cel Claudio Moreira Bento Presidente da Academia Canguçuense de História

7 de set de 2012

Um Resgate pela Nação

Somos Brasileiros e temos historia para contar perante a nova geração que esta a vir ai, pois somos brasileiros com histórias, nossas família que ai veio e ficaram mantiveram sua família, seus filhos e ai foram mantendo sua geração. Quantos de nós que somos gratos aos nossos antepassados que nos colocaram nesses pais que chamamos de Brasil. Temos muitas coisas a resgatar aqui em nossa terra que chamamos de Brasil, pois hoje temos muito agradecer a nossa pátria, pois foi através do nosso país que chegamos onde chegamos, pois ser brasileiro é uma herança que temos que agradecer a Deus, por termos nascido num país tão rico de natureza. Quando reparamos com a nossa bandeira, é um brilho em nossos olhos, pois as cores são claras daquilo que acreditamos que o nosso Brasil é. Pois somos um país rico de tanto verde, as nossas águas cristalinas. É no nosso Brasil que ouvimos lindos cantos dos pássaros. Quantos de nós já pensamos em sair de nosso país de origem, e quando chegamos La foram, vimos que é no Brasil que tem o calor humano, que é aqui a nossa casa, alguém de nos já pensamos em agradecer pela a riqueza que temos em nosso Brasil. O Brasil é calor humano, somos acolhedor para todas as gerações, aceitamos que todos venham fazer parte de nossa Família que se chama Brasil!

6 de set de 2012

Segunda Parte:Resumo da vida dos escritores que estão a participar da Feira

Elisa Masselli Nascida em 11/09/1943, Elisa Masselli foi uma criança pobre, mas nunca infeliz. Sua mãe tinha uma teoria que "criança precisava brincar, pois quando crescesse teria uma porção de problemas, e que cabia a mãe o serviço da casa.". Durante sua infância sempre brincou muito. Aos 17 anos, sua irmã, Nair, que lhe criou, entrou em uma profunda depressão até tentar o suicídio por duas vezes. Após várias internações, suicidou-se por enforcamento no chuveiro. Aquilo, para ela, foi a destruição de tudo o que havia aprendido sobre Deus. Porém, logo conheceu um senhor que lhe apresentara o livro Nosso Lar de André Luiz. Como gostava muito de ler, apaixonou-se pela leitura e pelo conteúdo da obra em questão, e afirmou "Comecei a ler, e me apaixonei. Talvez por ser aquilo que eu queria ouvir, que minha irmã, poderia não estar em um bom lugar, mas que não estava sozinha e que a qualquer momento poderia ser resgatada e que teria uma nova chance de reencarnar. Li aquele livro rapidamente e o seu José foi me trazendo toda a coleção dos livros de André Luiz. Quando terminei de ler todos, estava apaixonada por tudo o que havia lido, comecei a freqüentar a Federação Espírita do estado de São Paulo." Em 1964 casa-se com Henrique que faleceu em 1984. "Sofri muito ao ver o sofrimento de meu marido, pois para todos e principalmente para mim, ele não merecia sofrer daquela maneira, mas eu havia aprendido que tudo estava sempre certo e que quem sabia das coisas era Deus, por isso não me desesperei." No ano de 1991,sem saber porque e como, começou a ouvir vozes sendo que uma delas lhe havia dito que teria que escrever romances com ensinamentos. Para a psiquiatria, isso não passava de uma crise psicótica. Após uma fase turbulenta de depressões e dúvidas, teve sozinha a idéia de escrever um livro que começou tomar conta dos seus pensamentos e resolveu escrever só para passar o tempo. Aos poucos a história foi surgindo. "Eu não acreditava que estava escrevendo uma história como aquela. Eu chorava e ria enquanto escrevia. Quando ficou pronta, mandei para a editora de Dona Zibia Gasparetto". Título: Quando o Passado não Passa. Naquele instante lembrou do que a voz havia dito. " Não importa o nome, o que importa é que você escreva.". Assim nasceu a escritora Elisa Masselli. André Neves, formou-se em relações públicas no Recife, mas sua paixão pelas artes o levou ao Rio Grande do Sul, onde atualmente desenvolve atividades relacionadas à literatura infantil e, em especial, à arte de ilustrar imagens para a infância. Entre os prêmios recebidos, contam o Prêmio Luís Jardim, da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, Prêmio Jabuti 2003 e o Prêmio Açorianos RS 2004, de melhor ilustração. Em 2002, participou da La Immagini Della Fantasia, mostra internacional de ilustração infantil.
Leo Cunha Leonardo Antunes Cunha (Bocaiúva, 05 de junho de 1966) é um escritor, tradutor e jornalista brasileiro. Publicou mais de 40 livros infantis e juvenis, cinco livros de crônicas e diversas traduções. Obras Pela estrada afora. SP: Atual, 1993. Lições de girafa. BH: Miguilim,1993. O sabiá e a girafa. RJ: Nova Fronteira, 1993. O menino que não mascava chiclê. SP: Paulinas, 1994. Em boca fechada não entra estrela. RJ: Ediouro, 1994. As pilhas fracas do tempo. SP: Atual, 1994. Que bicho mordeu?. RJ: Agir, 1994. O dinossauro (com Marcus Tafuri). RJ: Ediouro, 1995. Conversa pra boy dormir. BH: Dimensão, 1995. Sonho passado a limpo. SP: Ática, 1995. (fora de catálogo) Joselito e seu esporte favorito. RJ: Nova Fronteira,1996. O gato de estimação. SP: Paulinas,1996. O inventor de brincadeiras. BH: Dimensão, 1996. Quase tudo na Arca-de-Noé. SP: Moderna,1996. Debaixo de um tapete voador. RJ: Ediouro, 1997. Nas páginas do Tempo (crônicas). RJ: Nova Fronteira, 1997. (fora de catálogo) Cantigamente. RJ: Ediouro, 1998. Na marca do pênalti. SP: Atual , 1999. Poemas lambuzados. SP: Saraiva, 1999. A menina da varanda. RJ: Record, 2001. Clave de Lua. (livro-CD) SP: Paulinas, 2001. Pão e Circo. SP: Atual, 2002. O macacão espantado. SP: Salamandra, 2003. XXII!! - 22 brincadeiras de linhas e letras. SP: Paulinas, 2003. Manual de desculpas esfarrapadas (crônicas). SP: FTD, 2004. Poemas avoados. SP: Saraiva, 2004. O cavalo alado (com Elias José e Iacyr Anderson). RJ: Zit, 2004. Era uma vez um reino de mentira (com Ricardo Benevides). RJ: Record, 2005. Contos De Grin Golados. BH: Dimensão, 2005. Lápis encantado. SP: Quinteto, 2006. Perdido no ciberespaço. SP: Larousse, 2007. Era uma vez um reino sonolento (com Ricardo Benevides). RJ: Record, 2007. Três Terrores. SP: Atual, 2007. Sorte Grande. SP: FTD, 2007 Viva Voz. Curitiba: Positivo, 2008. Turmas do prédio, da turma e do bairro. Belo Horizonte: Dimensão, 2008. Coleção Clube dos Segredos (com Luiz Antonio Aguiar, Pedro Bandeira, Rogério Barbosa e Rosana Rios). Rio de Janeiro: Galera Record, 2008-2012. Poemas pra ler num pulo. Belo Horizonte: Dimensão, 2009. Vendo poesia. São Paulo: FTD, 2010. Castelos, princesas e babás. Belo Horizonte: Dimensão, 2011. Ninguém me entende nessa casa!. São Paulo: FTD, 2011. Era uma vez à meia-noite. (com Luiz Antonio Aguiar, Pedro Bandeira, Rogério Barbosa e Rosana Rios). Rio de Janeiro: Galera Record, 2011. Num mundo perfeito. São Paulo: Paulinas, 2012. O reino adormecido (teatro). Rio de Janeiro: Record, 2012. Videntes - e outros pitacos no cotidiano. São Paulo, Melhoramentos, 2012. Também já participou em dezenas de coletâneas de contos, crônicas e poemas. Prêmios Recebeu os principais prêmios brasileiros voltados para a literatura infantil: Prêmio Nestlé, Jabuti, João de Barro, FNLIJ, Concurso de Histórias Infantis do Paraná. Diversos de seus livros receberam o selo Altamente Recomendável, da [FNLIJ]]. Como professor de Jornalismo, foi um dos vencedores do projeto Rumos Itaú Cultural, na categoria Jornalismo Cultural, em 2009. Traduções Entre suas traduções e adaptações, destacam-se: A princesa que bocejava o tempo todo, de Carmen Gil. Curitiba: Positivo, 2011. Discurso do urso (Discurso del oso), de Julio Cortázar. Rio de Janeiro: Record, 2009. Rã (Rana), de María Paula Bolanos. Rio de Janeiro: Record, 2007. A megera domada (The taming of a shrew), de William Shakespeare. São Paulo: Escala, 2005 O Saco-de-Pancadas, de Sid Fleischman (The Whipping boy). Rio de Janeiro: Ediouro, 1996. Me dá um beijo (Kus me), de Bart Moeayert. Rio de Janeiro: Ediouro, 1996. Oliver Twist, de Charles Dickens. Belo Horizonte: Dimensão, 1998. Norte (North), de Alan Zweibel. Rio de Janeiro: Ed. 34, 1994. Jack (Jack), de A.M.Homes. Rio de Janeiro: Ed. 34, 1993. O Maníaco Magee (Maniac Magee), de Jerry Spinelli. Rio de Janeiro: Ed. 34, 1993. Outras atividades É graduado em Jornalismo e Publicidade (PUC-MG), pós-graduado em Literatura Infantil (PUC-MG), Mestre em Ciência da Informação (UFMG) e Doutor em Cinema (UFMG), com tese sobre os heróis cômicos nos filmes do cineasta francês Francis Veber. É colunista da web-revista de cinema "Filmes Polvo", desde 2008. É também professor universitário, no curso de jornalismo do UNI-BH desde 1997 e da pós-graduacão da PUC-MG desde 2000. Já foi jurado em prêmios literários como o Prêmio João-de-Barro, da Prefeitura de Belo Horizonte e o Concurso Literário 30 anos da FNLIJ. É membro fundador da Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil (AEI-LIJ), na qual já ocupou o cargo de secretário-geral. É membro do Coletivo 21, grupo de escritores mineiros. Ligações externas Site oficial do escritor Revista de Cinema Filmes Polvo Twitter do escritor Página do escritor no Facebook AEI-LIJ Coletivo 21
Escritora Léia Cassol Nasceu no Paraná/PR em 1974, mas mora em Porto Alegre há 18 anos. Entrou no universo da literatura pelas histórias que o pai lhe contava, quando era bem pequena. Depois, quando foi para a escola, encontrou uma professora que a encantou com as histórias que estavam nos livros. Veio morar em Porto Alegre e começou a trabalhar em editora. Mais tarde trabalhou fazendo feiras em escolas e alguns eventos. Ganhou dois prêmios de destaque cultural na Semana Farroupilha, em 2006 e 2007. E nos anos de 2007 e 2008, ganhou o prêmio de destaque expositor da área infanto-juvenil, da Feira do Livro de Porto Alegre. Léia Cassol é a idealizadora da Editora Cassol e de seus projetos lúdico-pedagógicos. É contadora de histórias, escritora de literatura infantil, infantojuvenil, tem publicado mais de 20 obras . http://www.editoracassol.com/index.htm www.leiacassol.blogspot.com. ------------------------------------------------------------------------------------ Algumas das Obras / Léia Cassol Título: UM DIA ESPECIAL - Descobrindo Porto Alegre Autor: Léia Cassol e Marília Pirillo (ilustrações) Sinopse: Fernanda tem nove anos e está muito triste porque sua melhor amiga, a Bibi, mudou-se para outro bairro. E para piorar a situação, seu novo vizinho é o Beto, um guri de dez anos, que veio de Minas Gerais e vive fazendo perguntas. E agora, para quem a Fé vai contar os segredos dela? E o Beto? Será que ele vai conseguir fazer novos amigos em Porto Alegre? Título: UM ANO ESPECIALc/ Livro dos Símbolos Gaúchos Autor: Léia Cassol e Marília Pirillo (ilustrações) Sinopse: Ah, quarta série! Quantas coisas a gente descobre na quarta série. E pode apostar que com o Beto e Fé não está sendo diferente. Escola, amigos, viagens, lugares diferentes, festas... O Beto é novo na escola. Será que ele está gostando? E a Fernanda... Ah, a Fernanda! Essa menina está pensando muito... E pensando em coisas que ela nunca tinha pensado! Coisas diferentes... Que estão mexendo com a cabeça e balançando o coração dela! Título: UM QUERO-QUERO ME CONTOU Autor: Léia Cassol e Carla Pilla (ilustrações) Sinopse: Vocês gostam de histórias? Eu adoooooooooro história, e é ainda melhor quando são lendas. Lendas são histórias que o povo conta, uns dizem que aconteceu, outros dizem que é invenção. Mas, na verdade, ninguém sabe se realmente não é mentira... Então, sempre fica um ar de mistério. Esse livro tem muitas lendas, que estão prontas para serem lidas e saírem criando dúvidas e medos por aí.

Resumo de vida dos escritores da Feira de Livro de Torres

Certa vez, contando um sonho a um amigo ele falou: Rosinha, que engraçado, você sonha por imagens. Essa era a época em que eu estava mudando o rumo da minha vida com todas as dúvidas de quem passa por transições tem. Sou arquiteta, tinha um escritório com uma amiga e me apaixonei perdidamente pela literatura para crianças e jovens. Depois dessas palavras, tive a certeza de que meu caminho era esse. Segui em frente. Fui conhecer a Feira de Bolonha, fiz uma especialização em literatura infantil e juvenil, fui votante da FNLIJ e estudei desenho com um artista japonês maravilhoso. Shangui foi um grande mestre. Disciplina, perseverança e simplicidade foram seus ensinamentos mais preciosos. Poder viver essa paixão é um privilégio. Adoro ilustrar, dar aula de literatura infantil e juvenil, ir às bienais, feiras e salão do livro, encontrar os amigos ilustradores e escritores. Mas o que mais me deixa feliz é ver as crianças com livros na mão. Por isso, às imagens dos meus sonhos estão se somando as palavras. Contar histórias por imagens me trouxe, naturalmente, o desejo de contá-las também por palavras. Daí meu primeiro livro como escritora, Esmeralda, começar com um sonho. Sonhar é bom demais. O sonho é a matéria-prima da realidade. Costumo transformar os meus em imagens, na minha cabeça, e em palavras, no meu caderno, e, com o tempo, grande parte se realiza. E foram vários sonhos realizados: três filhos lindos, uma casa gostosa em Olinda, amigos afetuosos e livros. São muitos os livros que ainda sonho em fazer: só de imagem, com imagens e palavras, só de palavras, com muitas histórias e sonhos. Espero ter fôlego suficiente para realizá-los! Para conhecer mais sobre seu trabalho, visite: http://rosinhanaeslovaquia.blogspot.com ou www.rosinhailustra.com.br. Telma nasceu em Marília, São Paulo, e reside em Campinas há muitos anos. É formada em "Letras Vernáculas e Inglês" pela UNESP. Professora Efetiva de Inglês, aprovada em Concurso Público Oficial do Estado de São Paulo em 1979, lecionou na rede estadual de ensino em Campinas, São Paulo até 1995, quando decidiu dedicar-se somente a literatura infantil e juvenil. Foi cronista do jornal "Correio Popular" e também Assessora Cultural na Delegacia Regional de Cultura de Campinas. Publicou seus primeiros livros infantis em agosto de 1988 ("Cara de Pai", Loyola, "O sopão da Bruxaluca" e "A Tarta-luga", Vozes). Em 1989 recebeu da APCA o título de "Melhor Autora em Literatura Infantil" com seu livro "Mago Bitu Fadolento", Edições Loyola. Telma já publicou mais de 150 títulos entre infantis, juvenis, em Português, Inglês e Espanhol, por várias editoras: FTD, Quinteto, Atual, Formato, Saraiva, Scipione, Ática, Larousse do Brasil, Escala Educacional, Editora do Brasil , SM, Moderna, Dimensão, Positivo, IBEP-Nacional, Paulus, entre outras. É também co-autora de livros juvenis com Celso Antunes, Teresa Noronha, Júlio Emílio Braz. Por ter sido aluna "exchange" nos Estados Unidos, lecionado no Centro Cultural Brasil-Estados Unidos em Marília, São Paulo, e possuir o "Operational Competence in English"-Southern Illinois University, resolveu também dedicar-se aos paradidáticos de Inglês. É autora de dicionário bilíngüe Português/Inglês, Inglês/Português em co-autoria com Terrence Edward Hill (Dicionário Ilustrado Júnior, Atual Editora) e da coleção bilíngue “biclássicos”, pela Editora do Brasil. A palestra Telma contou um pouco sobre sua infância e de como os livros sempre estiveram presentes em sua vida. Falar sobre o início de sua caminhada até os mais de cem títulos publicados rendeu a oportunidade de desenvolver uma palestra valiosa para educadores, estudantes, escritores anônimos e leitores de todas as idades. Por isso nós estivemos por lá pensando nos nossos alunos-autores, os quais se valerão destas dicas preciosas tanto quanto nós. Através de slides, Telma apresentou frases e gravuras interessantes para ilustrar a suada escalada rumo ao primeiro livro impresso. Foram 24 respostas negativas até o primeiro sim e a enxurrada de trabalhos que se seguiram. Mas de onde surgem as ideias? > dos próprios livros; > personagens (quando o autor já morreu há mais de 70 anos); > filmes e novelas; > notícia de jornal. Telma afirma que "você deve ter uma câmera fotográfica no olhar e um flash drive no coração", armazenando tudo o que capta ao seu redor de forma delicada para sim, exagerar depois: "Todo escritor é um exagerado", a autora diz. A escritora veterana sugeriu aos aspirantes à carreira que mantenham uma pasta de pesquisa com textos, recortes, rascunhos, fotos e gravuras, todos separados por temática para fácil localização. Seja em versão digital ou física a ideia é manter registro de suas pesquisas para imediata e posterior consulta, assim você tem dados para seus textos atuais e aqueles que virá a criar. O livro é um quebra-cabeças e nem sempre todas as peças são colocadas numa ordem que faça sentido à primeira vista, às vezes os enredos vão se encaixando no decorrer do trabalho.  Aline Nardi, Nicolle e a escritora Telma Guimarães Em nossa escola existem alguns alunos que se dedicam às suas próprias histórias. Dois deles estão no 9º ano e estão em avançados capítulos de seus respectivos primeiros romances (por motivos de privacidade não mencionamos os nomes deles bem como detalhes de suas histórias, mas futuramente faremos um artigo especial sobre o assunto). Se a leitura é um processo importante na formação do intelecto do indivíduo, o que dizer do escritor? O aluno que se interessa em narrar as aventuras que sua imaginação inventa adentra num caminho divertido, porém muito árduo. Primeiramente deve frequentar a biblioteca de sua escola na mesma (ou maior) frequência com que vai ao banheiro - não é exagero! Isso vale para a biblioteca da sua casa, do vizinho, do bairro, da igreja ou bancas de jornal, revistas da sala de espera do dentista, gibis no revisteiro do banheiro etc. Ser um leitor compulsivo é um possível sintoma de que um escritor está se formando. Obviamente que isso não é via de regra, mas nunca vimos um escritor que não leia muito, você já viu? Depois, deve anotar tudo o que vê, ouve, sente ou pensa. Uma ideia surge das formas mais inesperadas e nem sempre você estará sentado sobre seu caderno de anotações, então tenha um sempre à mão (ou bloco de notas, guardanapos, papel higiênico...). Procure seu professor de português, bata bapo com bibliotecários, troque ideias com seus colegas de classe, pesquise na internet os meios para você publicar sua história, só não vale desistir! Você não precisa publicar para finalmente se considerar escritor, você já o é quando imagina e empunha a caneta.
asci em SP numa família de artistas de todos os sabores; livreiros, pintores e músicos no meio daquela cidade barulhenta, uma confusão. Me formei em Comunicação Visual e segui para Londres onde estudei Graphic Design e Multi Media pelo Westminster Institute e Ilustração pelo Chelsea College of Art, mais cultura, mais barulho, confusão e um monte de gente. Voltei a São Paulo, me formei em cenografia, figurino e indumentárias pelo CPT – SESC e Produção Gráfica no SENAC-SP. Poluição e aaaaaaaaahhhhhhhhhh, muito barulho. Descemos até o Sul, eu e o maridão e nos escondemos em Sto. Antônio da Patrulha - RS. Está até no mapa. No sítio a família está aumentando: a Rafaella, a Nina, a gata, as éguas, as ovelhas, os carneiros, as cabras, os lagartos, as tartarugas, as codornas, as galinhas e nem sei mais quem. Escrevi e ilustrei as seguintes obras: Livro de minha autoria: “Acorda o Sol, Don Aderbal”, editora Autêntica, 2010 Livros de autoria e ilustrações minhas “Peixinhos”, editora Formato 2008 “1, 2, 3 da Bicharada”, editora Studio Nobel, 2002 “A B C da Bicharada”, 2ª edição, editora Studio Nobel, 1999 “O rapto das Flores Cantantes”, editora Paulinas, 1997 (esgotado) “O Crocodilo Gigante e a Mosca que não era dessa história”, o Estadinho, 1996 - SP “À procura da Máscara”, editora Loyola, 1994 Livros ilustrados por mim: “as meninas da janela”, de Jonara Nifa, 2010 “Outras fábulas”, coleção do projeto Livro Livre, texto de Cristina Marques 2010 “Áudiolivros: a cultura da inclusão” narração de obras literárias por Letícia Schwartz (capas dos encartes dos cds) 2010 “jogos de inventar, cantar e dançar, texto de Viviane Juguero, ed. Livreto 2010 Capas dos cadernos do col Objetivo (2009) “Minicontado”, texto de Ana Melo, 2009 (capa) 2009 “Viver e aprender português de 1º ao 5º ano” editora Saraiva, 2007 (didático) “A Menina que descobriu a Noite”, editora Ícone, 2001: texto de Pámela Duncan “A velhinha que mudou o tempo”, editora Paulinas, 1996: texto de Juciara Rodrigues “Português Palavra e Arte”, editora Atual, 1996 (didático) Capas de revistas “O Hebreu”e “Beit Chabad”, 1996 – SP Desenvolvo pequenas animações e faço bonecos para contar histórias. Participo de feiras de livros e projetos de leitura no Rio Grande do Sul e em São Paulo. Desenvolvo projetos de incentivo à leitura em municípios do interior como o "Semear em Glorinha" em Glorinha - RS e "Arquipélago - de Atlantis a Açores" na APAE de Sto. Antônio da Patrula - RS. Recebi o prêmio de melhor figurino de teatro amador com o espetáculo “O Flato ou a Comédia da Vida Privada” 1999 e melhor animação pelo Prêmio Gaúcho de Arte Eletrônica 2008. É associada da AEI-LIJ (Associação dos Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil) e da ABIPRO (Associação brasileira dos ilustradores profissionais).
Mudou-se para o Rio de Janeiro, para uma vila no bairro da Tijuca, em 1986, disposta a seguir a carreira de atriz. Trabalhou em algumas peças, como Rosa, um Musical Brasileiro, sob direção de Domingos de Oliveira, e Bukowski, Bicho Solto no Mundo, sob direção de Ticiana Studart. Integrou o elenco do filme A Causa Secreta, de Sérgio Bianchi. Seu primeiro trabalho na televisão foi na telenovela Kananga do Japão, em 1989, na extinta TV Manchete. Fez várias apresentações teatrais, com declamação de seus poemas, e algumas com a participação especial de Paulo José. No mesmo formato apresentou em seguida Euteamo Semelhante. Acredita no poema vivo pela declamação, tanto que criou uma associação no Rio de Janeiro de estudo de declamação que promove saraus. Em 2010, a atriz foi agraciada com o "Trofeu Raça Negra 2010" pelo sua contribuição à cultura brasileira. O evento solene ocorreu na Sala São Paulo, uma das mais modernas e luxuosas da América Latina.[1] Em 2011, a poetisa foi entrevistada no programa online "Filossofá - Desertores do Cotidiano", gravado em um sofá, em cima das dunas de Itaúnas, no Espírito Santo. Itaúnas é o lugar em que Elisa passa as férias e que mantém uma "casa-poema". Em 2012, será homenageada pela escola de samba Independentes de Boa Vista, do Carnaval de Vitória. sendo esta escola localizada no município, onde nasceu (Cariacica)[2]. Carreira artística Livros A Menina Transparente Euteamo e suas estréias O Semelhante Coleção Amigo Oculto (trilogia infantil). Contos de Vista A Fúria da Beleza (2006) Lili a rainha das escolhas Parem de Falar Mal da Rotina(2010) CDs de poesias Semelhante - sob o selo da gravadora Rob Digital Euteamo e suas Estréias - sob o selo da gravadora Rob Digital Notícias de Mim, com poemas da poeta paulista Sandra Falcone, participação de Miguel Falabella, direção e produção de Gerson Steves. O CD é resultado do espetáculo homônimo com roteiro e direção de Steves. Televisão Telenovelas 2012 - Aquele Beijo .... Diva[3] 2011 - Insensato Coração .... Vilma 2009 - Viver a Vida .... Rita 2006 - Páginas da Vida .... Selma 2003 - Mulheres Apaixonadas .... Pérola 1995 - Sangue do Meu Sangue .... Beatriz 1990 - Araponga 1990 - Escrava Anastácia.... Ermelinda (Yatunji) 1989 - Kananga do Japão .... Sueli Séries 1997 - Você Decide - episódio: Preconceito Cinema 1990 - Barrela: Escola de Crimes 1994 - A Causa Secreta [4] 1997 - O Testamento do Senhor Napumoceno .... Dona Jóia 2001 - A Morte da Mulata 2002 - Seja o que Deus Quiser 2003 - As Alegres Comadres .... Mrs. Rocha 2003 - Gregório de Matos

Feira de Livro 2012

Feira do Livro
Essa semana esta acontecer na cidade de Torres o 12º Feira do Livro. E alem de incentivar a leitura, as pessoas podem ter acesso aos escritores que ali estão a passar. Os escritores que ali estiveram foram: Rosinha Campos, André Neves ,Duda falcão e Cesar Alcazar, Telma Guimarães, Monica Papesku,Leila cassol e Humberto Gessinger. E que ainda irão passara, serão Leo Cunha , Caio Riter,Carlos Henrique Lotti, Elisa Luncida,Celso Sisto,Dilan Camarg. E alem das oficinas que estão acontecer com a participação do Sesc, Senac, e o Yázigi. Cada escritores comentarão de suas obras, cada coloca os seus pontos de vista, alem da participação da pessoas que ali vivem. É através desses incentivos que criamos novos leitores, e também é fazendo com que as pessoas investigue dos escritores seus conhecimento daí que acontece das pessoas querer saber mais e mais. No terceiro dia de Feira foi de movimentação perante os fãs do Engenheiro do Hawaii, pois Humberto Gessinger é um Gaucho que alem de escritor, é vocalista, pianista e baxista , fundou a banda Engenheiros do Hawaii. E as pessoas ali presente ficaram apreciando a sua história. E do bate papo com Humberto ele colocou a sua paixão alem da musica e também a sua paixão pela a escrita. As suas obras publicadas são: Meu pequeno Gremista (2008), Pra Ser Sincero(2009) e mapa do Acaso (2011. E recentemente esta a lançar o livro de crônicas “ Nas Entrelinhas do Horozonte.

13 de abr de 2012

Duas agressões e um momento de nostalgia

Ao contrário do que é habitual neste espaço, onde abordo apenas um tema por semana, hoje vou dar nota, ainda que breve, de três eventos recentes. Dois deles por serem inusitados e até surpreendentes, um outro que se constituiu como uma agradável surpresa, muita satisfação e alguma saudade. Inusitada e surpreendente foi a carta que o embaixador dos Estados Unidos, em Portugal, dirigiu ao governo Regional e ao governo da República solicitando a não declaração dos Açores como uma região livre de Organismos Geneticamente Modificados (OGM). Não foi uma atitude curial do diplomata estado-unidense nesta iniciativa junto do Estado e da Região, desde logo porque o interlocutor do embaixador é o ministro dos Negócios Estrangeiros e, por outro lado esta iniciativa é uma clara tentativa de ingerência nos assuntos internos de Portugal. Então porquê esta diligência do senhor Allan J. Katz? Só encontro uma, ou melhor duas ordens de razão para tamanho disparate. Primeira ordem de razão - comercial; o embaixador refere claramente uma semente de milho transgénico que é propriedade de uma empresa estado-unidense. Segunda ordem razão – o espírito imperial dos Estados Unidos. Também as certezas absolutas, do Senhor Katz, sobre as vantagens daquelas “inofensivas” culturas sobre as quais pairam dúvidas, muitas dúvidas, são lamentáveis e denotam um interesse que vai para além do aceitável. O embaixador não soube sê-lo e ultrapassou, de forma inaceitável, as suas competências. A declarada intenção do governo do PSD/PP de arrecadar, como receita da República, o valor dos cortes dos subsídios de férias e de Natal dos funcionários da administração pública da Região só pode ser um lapso provocado pela ignorância, aliás alguns dos membros deste governo primam por isso mesmo: ignoram que os empresários portugueses há muito internacionalizaram o pastel de nata, ignoram a organização especial do Estado português que consagra na Constituição as autonomias regionais e fazem por ignorar o contrato social que estabeleceram com os eleitores. Tenho vindo a afirmar que estamos a assistir à maior ofensiva ao adquirido autonómico de que há memória, este é apenas mais um facto a juntar a muitos outros que nos surpreenderam no passado recente. E lá vamos cantando e rindo que a crise, a crise, sim a crise, a troyka e a “bola de Berlim”, assim o exigem. Que é feito da nossa autonomia e da nossa soberania!? Estamos ser ocupados, colonizados, estamos a ser vítimas de uma agressão externa, até o embaixador dos Estados Unidos se achou no direito de vir meter o nariz em assuntos que não lhe dizem respeito. Onde está, onde estão, o patriotismo, os patriotas!? Que é feito do Estado de Direito e do quadro de relacionamento institucional? Que República é esta? Das bananas. Talvez! Um encontro com mais de uma centena e meia de jovens do 7.º, 8.º e 9.º ano de escolaridade da Escola Básica Integrada de Rabo de Peixe, realizado a convite da Escola e no âmbito do “Parlamento dos Jovens” deixou-me particularmente satisfeito e, a momentos voltei a acreditar. Acreditar que a Escola é, pode e deve ser, um instrumento de mudança. Enquanto preparei o encontro com aqueles jovens fui assaltado por algumas dúvidas e preocupações, desde logo o nível etário o que exigia uma abordagem metodológica apropriada e com recursos a meios audiovisuais, o número de participantes e o espaço onde ia decorrer a iniciativa. A meu favor: o tema (Redes Sociais); e, um saber de experiência acumulada por mais de 3 décadas de ensino. E não é que a iniciativa excedeu as minhas expectativas e as preocupações desvaneceram-se aos primeiros minutos, não por mérito meu mas pela sede de aprender que aqueles jovens demonstraram, pela atenção, pela participação, pela forma como se comportaram. A iniciativa durou mais de 1h30mn e não houve manifestações de enfado, bem pelo contrário houve até necessidade de “impor” o encerramento da iniciativa. Hoje tive saudades da Escola, da Escola Cultural com que um dia sonhei e pela qual foi trabalhado. Ponta Delgada, 16 de janeiro de 2012 Aníbal C. Pires, In Diário Insular, 18 de janeiro de 2012, Angra do Heroísmo Aníbal C. Pires, In Diário Insular, 18 de janeiro de 2012, Angra do Heroísmo http://anibalpires.blogspot.com.br/2012/01/duas-agressoes-e-um-momento-de.html Publicada por Anibal Pires em 19:16

12 de abr de 2012

A arte de Ler e Escrever

A arte de Ler e Escrever Quando escrevo registro lembranças, Alegres e tristes da minha infância Na agenda programo a minha rota. Represento por meio das letras, Fatos que podem marcar a história; Anos de glória! Através da leitura vou até o paraíso, Viajo pelo espaço, indo até o infinito. Aprecio a beleza do mundo, Trabalho a imaginação. Aguçando a curiosidade, Conheço diversas regiões. Continentes diferentes, Culturas e civilizações. Como podem vê, Estão interligados. De grande Importância, Na vida de qualquer ser humano; A arte de ler e escrever.

11 de abr de 2012

Dicas de bons livros de literatura infantil

Sabemos o quanto é importante a leitura para enriquecimento de nosso conhecimento, melhor desenvolvimento de nossa linguagem e crescimento de nossa própria personalidade. O hábito de ler é conquistado sem esforços, a pessoa que tem costume pela leitura sente prazer em comprar um livro e devorá-lo em questão de pouquíssimo tempo, e quanto mais se lê é mais conhecimento adquirido e mais possibilidades de aprender a argumentar sobre algo e tudo que é relacionada a linguagem e leitura em si. Mas, para uma criança te o hábito de ler, deve ser apoiada a realizar tal ato desde cedo. Os pais já têm que ir introduzindo a leitura aos filhos desde pequenos, com livros que sejam interessantes a eles e que façam da leitura um momento prazeroso e não uma obrigação. Para vocês, pais, que querem comprar livros para seus filhos e não sabem qual comprar, veja algumas opções de ótimos livros da literatura infantil, que com certeza irão inspirar seu filho a leitura. Para crianças a partir que três ou quatro anos de idade: Banho!, da autora Mariana Massarani, O dragão que era galinha D’Angola da autora Ana Flora, Com a maré e o sonho de Ninfa Parreiras, O nabo gigante de Aleksei Tolstoi e Somos todos igualzinhos de Bartolomeu Campos de Queiróz. Agora para crianças a partir de cinco e seis anos de idade veja alguns bons livros: A caligrafia de Dona Sofia, do autor André Neves, João Felizardo, O rei dos negócios de Angela Lago, Quando eu era pequena de Adélia Prado, A princesa que escolhia de Ana Maria Machado, O livro dos pontos de vista de Ricardo Azevedo e Palavras são pássaros de Angela Leite. As crianças a partir de sete e oito anos: Viagem pelo Brasil em 52 histórias de Silvana Salerno, Os gêmeos do tambor, do autor Rogério Andrade Barbosa e O aprendiz de feiticeiro de Johann Wolfgang Von Goethe. Esses foram eleitos os melhores livros infantis, aproveite e adquira os livros para incentivar seus livros a gostar de ler.

O que é ser Pedagogo.

Há algum tempinho que acabei a faculdade de pedagogia, pela qual passei três anos da minha vida tentando entender à psicologia infantil, trabalhei alguns meses em cima da minha monografia, na qual, tinha o tema: A Psicanálise dos Contos de Fadas na Educação Infantil, não foi muito fácil, mais depois de três anos sem ter um pouco de vida pessoal e sem tempo estou aqui formada tentando algo que possa ser útil para minha formação.
Muita duvida tive, ao longo de minha formação, entre ela o papel do professor na vida de seu aluno pela qual reservo um pouco do meu tempo para trabalhar com vocês. Muitos me perguntam se vou lecionar aula, digo que não sei se um dia chegarei a enfrentar uma sala de aula, me perguntam então o porquê fiz o curso de pedagogia, descobri que o curso pelo qual sou formada me reserva muito mais do que uma simples sala de aula.
Voltando ao papel do professor agora sendo Pedagogo, para que e o porquê ter, ser um pedagogo, profissão que necessita de amor, respeito e responsabilidade, tendo como base os quatros pilares da educação: aprender a aprender, aprender a ser, aprender a fazer e aprender a conviver, servindo de base para a pedagogia.
O pedagogo precisa sempre estar atualizado, não se pode formar e estacionar em uma escola hoje ele precisa muito mais do que pegar na mão do aluno e ajudar ele a escrever, tem se como objetivo formar um cidadão críticos capazes de mudar a sociedade pela qual vivemos, tem que estar sempre aprendendo seja com seu aluno, com seu companheiro de trabalho, com a família ou com o amigo, apesar de que estes pilares da educação servem de base para tudo que se tem hoje, umas das causas pela qual a profissão de pedagogo tem aberto novos caminhos.
Ser pedagogo não significa só atuar em escola ou sala de aulas, tem que ser muito mais além, acima de tudo, precisa estar acompanhando tudo a nossa volta a historia muda a cada dia, não deixando para traz nossas raízes mais sim atualizando nossos conhecimentos e aprendendo a cada dia um novo jeito de compreender a vida.
Pedagogo vem de Pedagogia que é a ciência ou disciplina cujo objetivo é a reflexão, ordenação, a sistematização e a crítica do processo educativo, sua palavra tem origem na Grécia antiga, paidós (criança) e agogé (condução). O profissional cuja formação é a Pedagogia, no Brasil é uma graduação da categoria Licenciatura ou Gestão Escolar (administração escolar, orientação pedagógica e coordenação educacional). Devido a sua abrangência, a Pedagogia engloba diversas disciplinas, que podem ser reunidas em três grupos básicos: Disciplinas filosóficas, Disciplinas científicas e Disciplinas técnico-pedagógicas.

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