9 de fev de 2009

CIDADANIA, SAÚDE E SEGURANÇA NO TRABALHO

CIDADANIA, SAÚDE E
SEGURANÇA NO TRABALHO


MÓDULO IV


























































































Plano de Curso





Competência:

Os participantes desenvolverão a consciência sobre a importância do conhecimento de seus direitos, seus deveres e da adoção de ações de segurança no trabalho, em prol de si mesmos e do grupo.


Conteúdos Técnicas Recursos Duração
• Revisão do dia anterior
• Apresentação do encontro Exposição dialogada

Exposição oral

Folha de flip chart 10min.

05min.

• Definição de Cidadania Dinâmica do Júri
Cartolina, caneta hidrocor, revistas, tesouras e cola, pincel atômico 30min.
• Cidadania e trabalho em equipe
Dinâmica da Vaca Cartelas com as instruções 1h e 15min.



Intervalo 15min.
• Vitalizador Dinâmica da fita crepe

Vídeo Fita crepe

O problema não é meu 10min.

30min.
• Saúde e Segurança no trabalho Estudo de caso Casos para discussão 60min.
• Encerramento CD com música: “É...” Gonzaguinha 20min.


Filmes e músicas indicados poderão ser substituídos por um outro título, desde que respaldem o alcance do objetivo proposto na atividade.




Carta Descritiva


Cidadania


1. Introdução

1.1. Revisão do Dia Anterior

• Perguntar ao grupo o que lhe chamou mais a atenção e qual foi o aprendizado. Falar de forma objetiva sobre a importância de conhecermos nossos direitos e deveres, principalmente, no mundo do trabalho.

1.2. Apresentação do Encontro

• Evidenciar o tema Cidadania, esclarecendo que serão desenvolvidos os assuntos referentes às ações de responsabilidade e éticas no ambiente de trabalho.


2. Definição de Cidadania e de Direitos Humanos

2.1. Dinâmica do Júri



Objetivos:
• definir cidadania, cidadão;
• refletir sobre a importância das ações para o bem comum.

Tempo: 30 min.

Materiais: cartolina, caneta hidrocor, revistas, tesouras e cola, pincel atômico.

Procedimentos:

• solicitar que os participantes formem pequenos sub-grupos (número par);
• solicitar que elaborem cartazes que demonstrem ações de cidadania (grupos pares) e ações que não sejam de cidadania (grupos ímpares), utilizando as figuras das revistas. Duração de 15 min.
• formar uma fileira de participantes (corredor), um de frente para o outro.

Os grupos pares deverão defender as ações de cidadania apresentadas, e os ímpares defenderão as ações que não são de cidadania. O debate deverá durar cinco minutos. Em seguida, os papéis deverão ser invertidos (tempo de cinco minutos), isto é, o que defendeu deverá atacar, e o que atacou deverá defender.




Processamento:
• deverão ser escritos, no quadro, os sentimentos vivenciados;
• pedir aos participantes que evidenciem os fatores que interferiram nas escolhas;
• solicitar-lhes que determinem a relação entre esse exercício e a prática diária.


Generalização

Utilizar a apresentação em transparência ou em computador de forma dialógica, buscando sintonia e reflexão do grupo.
As ações de cidadania acontecem no convívio entre as pessoas.
Cidadania é, acima de tudo, o direito à convivência, em que cada um exerce plenamente seus deveres, conhecendo seus direitos para os fazer valer. (Cartilha – Cidadania, p. 7)

.................................................................................................................................

Você sabe o que são direitos humanos?
Direitos Humanos são os instrumentos, mais importantes de nossa civilização, para assegurar um convívio social digno, justo e pacífico. Eles se dividem em direitos civis, políticos, econômicos, sociais e trabalhistas.
(Cartilha – Cidadania, p. 8 e 9)

A Constituição Federal é o instrumento que define os direitos e deveres dos cidadãos. Ressaltamos que os direitos dos cidadãos englobam o direito à nacionalidade e os direitos políticos.
"Todos têm direito à moradia, à educação, ao trabalho e à segurança”.
Discutir com o grupo os casos citados nas páginas 10, 11, 12, 13, 14, 15 e 16 da cartilha.


3. Cidadania e Trabalho em Equipe

3.1 - Dinâmica da Vaca


Objetivos:
• exercitar a cidadania no convívio com as pessoas;
• refletir sobre a importância da visão do todo e do trabalho em equipe, no ambiente de trabalho;
• desempenhar um trabalho não estruturado e determinar como atingir os melhores resultados.

Tempo: 60min.


Material:
Cartolina branca, caneta hidrocor, pincel atômico preto, revistas, tesouras, cartões com nomes de partes do corpo de uma vaca: contorno da cabeça, olho direito, olho esquerdo, focinho, orelha esquerda, orelha direita chifre direito, chifre esquerdo, pescoço, parte dianteira do tronco, parte traseira do tronco, coxa direita dianteira, coxa esquerda dianteira; coxa direita traseira, coxa esquerda traseira, pata dianteira esquerda, pata dianteira direita, pata traseira esquerda, pata traseira direita, três tetas do lado direito e três tetas do lado esquerdo.


Procedimentos:

1ª Parte (20min.)
• Colocar uma música e solicitar que os participantes circulem pela sala enquanto a música toca. Quando a música parar, eles deverão formar três grupos;
• Expor que o objetivo do grupo é construir uma vaca;
• Distribuir as tarefas aos grupos: o Grupo 1 montará a cabeça da vaca; o Grupo 2 montará o corpo da vaca; e o Grupo 3 montará os membros da vaca (patas);
• Distribuir para os grupos as partes da vaca;
• Orientar os grupos para que confeccionem as peças solicitadas.

2ª Parte (5min.)
• Os subgrupos deverão reunir e montar uma vaca;
• Em geral, a vaca aparenta uma figura desproporcional. O facilitador deverá efetuar o processamento, associando-o com o trabalho. Por que isso acontece? Como se poderia ter uma vaca mais adequada?

3º Parte (30min.)
• Os participantes irão responder às seguintes perguntas, em subgrupos:
- O que faltou para a atividade alcançar os objetivos? Qual a associação da atividade com o trabalho nas empresas? O que devemos saber para desempenhar bem as nossas funções? Quais os cuidados que devemos adotar ao executar uma tarefa?



Generalização
Abordar que a empresa é um grande processo e que necessita alcançar resultados. Esse é o motivo da nossa contratação. Conhecermos o objetivo da empresa e o que é esperado do nosso trabalho tornam-se fundamentais; entender que o processo é contínuo e que as nossas ações interferem no resultado final é, também, de grande importância.
A consciência de que não estamos isolados e de que com o trabalho em equipe alcançamos os resultados esperados e o nosso sucesso, torna-se o nosso referencial.
Esclarecer que quando trabalhamos em equipe eliminamos desperdícios, utilizando melhor o nosso tempo.


Intervalo (15 min.)



4. Responsabilidade

4.1. Vitalizador

Dinâmica da Fita Crepe


Objetivo:
• despertar nos participantes a consciência de que somos todos responsáveis e que não existem culpados.

Tempo: 10min.

Material: fita crepe

Procedimentos:

1ª etapa (3min.)
• Distribuir para o grupo pedaços de fita crepe (deixar o rolo à disposição se alguém necessitar de mais fita).
• A tarefa será colar fita crepe no colega.
• Quem ficar com mais fita crepe, no corpo, será eliminado.
• Combinar com dois participantes para que estes permitam que colem as fitas neles (o grupo não irá saber).

2ª etapa: (5min.)
• Refletir com os participantes sobre os sentimentos vivenciados.
• Discutir como foi escolher o “culpado”.
• Questionar com o grupo se haveria outra saída.
• Vivenciar a outra forma.













4.2. Técnica: Discussão sobre o filme “O problema não é meu”



Duração: (30 min.)

Objetivo:
• Definir “responsabilidade” e associá-la com cidadania.

Procedimentos:
• Discutir o filme e solicitar, aos participantes, que dêem exemplos de ações que acontecem nas empresas;
• Expor, para o grupo, sobre o posicionamento das pessoas com relação à cidadania e à responsabilidade.


Em relação aos direitos, temos:
1. o inocente: desconhece os seus direitos;
2. o passivo: espera passivamente que seus direitos sejam reconhecidos pelos outros;
3. a vítima: só sabe se queixar, mas não age na defesa dos seus direitos;
4. o crítico: vive cobrando seus direitos, mas de forma errada;
5. o cidadão consciente: está comprometido com os direitos da cidadania e sabe cobrar de forma correta e responsável o respeito a esses direitos

Em relação à responsabilidade, temos:
1. o egocêntrico: desrespeita os interesses coletivos, rejeita qualquer participação e envolvimento, dificultando a participação das outras pessoas;
2. o distraído: omite-se, deixando de cumprir suas responsabilidades;
3. o burocrático: cumpre somente o que é definido como sua função pela lei e pelas regras;
4. o falador: conhece as suas responsabilidades, mas não as coloca em prática;
5. o cidadão envolvido: sente-se responsável e atua para mudar e melhorar aquilo que sabe estar errado.



• Fechar, com o grupo, o conceito de responsabilidade e discutir quais as suas interferências com a vida em sociedade.








Generalização

Responsabilidade é a capacidade de responder pelos seus atos e ações.

É o grau de obrigação que uma pessoa assume através de ações que protegem e melhoram o bem-estar próprio e da comunidade em que vive. Refere-se ao grau de eficiência e eficácia que uma pessoa apresenta ao desempenhar as suas tarefas. Eficácia é alcançar os resultados; eficiência é fazer o que tem de ser feito com qualidade.

A base da cidadania é a consciência dos direitos e deveres, incluindo práticas de fraternidade, ética e a capacidade de assumir responsabilidades. Ela acontece na forma com que nos relacionamos diariamente com as pessoas, na preservação do meio ambiente e na construção de uma sociedade mais justa e mais fraterna.

Todo gesto de cidadania é um gesto de cuidado com a vida. Construímos melhores condições de vida para nós e para a nossa organização e comunidade quando nos organizamos em grupos, trabalhando em equipe, formando associações e cooperativas. Um grupo de pessoas organizado em torno de um objetivo comum tem mais poder de reivindicar e de conseguir o que necessita. Precisamos, então, nos organizar de forma competente. Isso significa aprender a cooperar, a trabalhar em equipe, a fazer parcerias, a dialogar, a respeitar as diferenças, a lidar com os conflitos.

Todos somos importantes. Todos temos contribuições a dar. Não devemos nos omitir na luta em busca de um futuro melhor. Nem deixar para os outros a solução dos nossos problemas.






























Carta Descritiva

Saúde e Segurança
no Trabalho


1. Introdução
• Iniciar, perguntando ao grupo o que é Saúde?
• Escrever no quadro as respostas dadas pelos participantes.
• Efetuar uma síntese, definindo Saúde: “é um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não somente a ausência de doenças ou enfermidades”.
(Organização Mundial de Saúde)


2. Procedimentos

2.1. Estudo de Casos

Duração: 30min. de discussão
Apresentação: 05min. por grupo, aproximadamente
Conclusões: 05min.


Caso 1

Carlos trabalhava em uma loja como vendedor. Era uma pessoa muito gentil e que gostava muito de atender ao público. Morava muito longe do local de trabalho e chegava muito tarde em casa e só queria dormir. O banho deixava para outro dia. O seu cabelo e a sua barba estavam grandes e ele nem percebia. O cheiro de corpo era forte. Como, muitas vezes, o horário de almoço era apertado, ele se esquecia de escovar os dentes. O gerente da loja falava, mas ele não mudava. Certo dia, foi demitido.

- Questionar com o grupo por que Carlos foi demitido.
- Discutir em grupo o caso e, logo após, solicitar aos participantes uma apresentação das conclusões a que chegaram.


Caso 2

Maria gostava muito de limpar o escritório. O chão era um brilho, as escadas eram enceradas e brilhavam. Lavava, limpava com todo cuidado. Certo dia, após o almoço, foi lavar a entrada do escritório. João estava atrasado para bater o ponto e correu para não perder o seu dia. De repente, escorregou na escada e caiu, quebrando o braço e duas costelas.

- Discutir com o grupo de quem foi a culpa do acidente.
Caso 3

Pedro era um excelente motorista. Conhecia a estrada de trás para frente e de frente para trás. Todo o dia, passava em uma pequena estrada que tinha uma pedra imensa no meio do caminho. A empresa responsável pela manutenção da estrada já havia percebido a pedra, mas não achou que era perigoso. Pedro, com toda a segurança, desviava da pedra, não havia problema. Certo dia, Pedro estava preocupado e se esqueceu da pedra e passou por cima dela. O caminhão perdeu a estabilidade e tombou. Pedro se machucou muito e ficou vários dias hospitalizado.

- Discutir com o grupo de quem foi a culpa do acidente.



Caso 4

Jussara é cozinheira. Adora o que faz e seus pratos são deliciosos. Mas esse negócio de lavar as mãos, de usar touca, botas e luvas para desossar a carne “não estava com nada”, dizia ela. Ela perguntava: por que não posso usar esmalte e bijuterias? Jussara não suportava tanta frescura. Certo dia, em um grande jantar, um cliente encontrou um fio de cabelo na salada que Jussara havia feito. Era a especialidade da casa e havia sido criada por Jussara. O cliente saiu e denunciou o restaurante à saúde pública. O restaurante foi multado e Jussara demitida.

- O que o grupo pensa a respeito?



Caso 5

Joaquim era um excelente padeiro. Manipulava a massa e criava pães saborosos. Certo dia, a masseira estava sem a trava de segurança, cuja função é evitar que a máquina funcione quando as pessoas estão retirando a massa. O gerente sabia do risco assim como o dono da padaria. Eles não queriam gastar dinheiro com outra trava. Joaquim, muito apressado, coloca os ingredientes para serem amassados. Quando a máquina estava trabalhando, Joaquim coloca a mão na massa, com a máquina ligada. Ele foi retirar um restinho de massa. É muito comum o padeiro fazer isso. De repente, a energia puxa a mão de Joaquim e acontece o acidente.

- Discutir com o grupo de quem foi a culpa do acidente.



Solicitar que cada grupo discuta a respeito do caso e, após 30 minutos, façam a apresentação das conclusões.

Encerrar o tema, fazendo uma exposição dialogada sobre saúde e segurança no trabalho.
3. Encerramento do Encontro (5min.)

• Colocar a música “É...” - Gonzaguinha.
• Solicitar que os participantes registrem as principais idéias do encontro, em seu material.
• Perguntar ao grupo o que mais lhe chamou a atenção no encontro.
• Sensibilizá-los para o próximo módulo.


Encerrar os trabalhos, convidando os participantes a estarem presentes no próximo dia, evidenciando o tema A Satisfação do Cliente.

Solicitar a todos que, neste período, eles deverão observar como são atendidos e como se sentem quando são tratados com educação e respeito. Pedir para que percebam o que acontece conosco quando isso não ocorre.

Despedir-se do grupo.

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O que é ser Pedagogo.

Há algum tempinho que acabei a faculdade de pedagogia, pela qual passei três anos da minha vida tentando entender à psicologia infantil, trabalhei alguns meses em cima da minha monografia, na qual, tinha o tema: A Psicanálise dos Contos de Fadas na Educação Infantil, não foi muito fácil, mais depois de três anos sem ter um pouco de vida pessoal e sem tempo estou aqui formada tentando algo que possa ser útil para minha formação.
Muita duvida tive, ao longo de minha formação, entre ela o papel do professor na vida de seu aluno pela qual reservo um pouco do meu tempo para trabalhar com vocês. Muitos me perguntam se vou lecionar aula, digo que não sei se um dia chegarei a enfrentar uma sala de aula, me perguntam então o porquê fiz o curso de pedagogia, descobri que o curso pelo qual sou formada me reserva muito mais do que uma simples sala de aula.
Voltando ao papel do professor agora sendo Pedagogo, para que e o porquê ter, ser um pedagogo, profissão que necessita de amor, respeito e responsabilidade, tendo como base os quatros pilares da educação: aprender a aprender, aprender a ser, aprender a fazer e aprender a conviver, servindo de base para a pedagogia.
O pedagogo precisa sempre estar atualizado, não se pode formar e estacionar em uma escola hoje ele precisa muito mais do que pegar na mão do aluno e ajudar ele a escrever, tem se como objetivo formar um cidadão críticos capazes de mudar a sociedade pela qual vivemos, tem que estar sempre aprendendo seja com seu aluno, com seu companheiro de trabalho, com a família ou com o amigo, apesar de que estes pilares da educação servem de base para tudo que se tem hoje, umas das causas pela qual a profissão de pedagogo tem aberto novos caminhos.
Ser pedagogo não significa só atuar em escola ou sala de aulas, tem que ser muito mais além, acima de tudo, precisa estar acompanhando tudo a nossa volta a historia muda a cada dia, não deixando para traz nossas raízes mais sim atualizando nossos conhecimentos e aprendendo a cada dia um novo jeito de compreender a vida.
Pedagogo vem de Pedagogia que é a ciência ou disciplina cujo objetivo é a reflexão, ordenação, a sistematização e a crítica do processo educativo, sua palavra tem origem na Grécia antiga, paidós (criança) e agogé (condução). O profissional cuja formação é a Pedagogia, no Brasil é uma graduação da categoria Licenciatura ou Gestão Escolar (administração escolar, orientação pedagógica e coordenação educacional). Devido a sua abrangência, a Pedagogia engloba diversas disciplinas, que podem ser reunidas em três grupos básicos: Disciplinas filosóficas, Disciplinas científicas e Disciplinas técnico-pedagógicas.
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