8 de fev de 2009

Deficiência mental

Deficiência mental corresponde a expressões como insuficiência, falta, falha, carência, imperfeição associadas ao significado de deficiência (latin deficientia) que por si só não definem nem caracterizam um conjunto de problemas que ocorrem no cérebro humano, e leva seus portadores a um baixo rendimento cognitivo, mas que não afeta outras regiões ou funções cerebrais.

A principal característica da deficiência mental é a redução da capacidade intelectual (QI), situadas abaixo dos padrões considerados normais para idade, se criança ou inferiores à média da população, quando adultas. O portador de deficiência mental na maioria das vezes apresenta dificuldades ou nítido atraso em seu desenvolvimento neuropsicomotor, aquisição da fala e outras habilidades (comportamento adaptativo).
Diagnóstico
Ao longo da história já foram utilizadas expressões como idiotia, cretinismo, debilidade, imbecilidade, ver:oligofrenia. Os indivíduos portadores de síndromes que incluíam essa características eram chamados de excepcionais, deficientes mentais e atualmente de portadores de necessidades especiais. A classificação internacional das doenças CID, em função do típico atraso de desenvolvimento que apresentam utiliza a expressão Retardo Mental, subdividindo este grupo em 4 categorias de gravidade (leve, moderada, grave e profundo) em função da sua capacidade intelectual.

Os portadores desse transtorno, são dependentes de cuidadores e necessitam de atendimento multiprofissional (incluindo: médico, fisioterapeuta/ terapeuta ocupacional, fonoaudiólogo, psicólogo, pedagogo (psicopedagogia) entre outros) a fim de minimizar os problemas decorrentes da deficiência. Quanto mais cedo houver um diagnóstico e mais precoce for a intervenção melhores serão os resultados. As técnicas exercidas por diversos profissionais de reabilitação e puericultura para identificar precocemente lesões e intervir são denominadas Avaliação do Desenvolvimento e Exame neuropsicomotor ou psicomotor e Teste de Inteligência ou Quociente de inteligência, além do diagnóstico da clínica médica para identificar a síndrome genética ou natureza da lesão que causou o dano cerebral.

As clássicas definições da deficiência mental, a exemplo da Associação Americana Deficiência Mental têm como referência a limitação da atividade intelectual (leia-se praticamente habilidades lógico matemáticas) e a capacidade de adaptação (leia-se socialização) contudo ambos conceitos, aqui referidos, podem ser ampliados em função das suas distintas aplicações.

Para Piaget a inteligência é um prolongamento da adaptação orgânica, o progresso da razão consiste numa conscientização da atividade organizadora da própria vida. Essa definição, uma das muitas possibilidades de definir lógica e inteligência em seus estudos, revelam sua opção de pesquisa a partir de um conceito básico da biologia moderna, a adaptação, sem o qual não poderíamos compreender as relações entre forma e função e/ou a teoria da evolução.

A deficiência mental é resultado, quase sempre, de uma alteração na estrutura cerebral, provocada por fatores genéticos, na vida intra-uterina, ao nascimento ou na vida pós-natal. O grande desafio para os estudiosos dessa característica humana é que em quase metade dos casos estudos essa alteração não é conhecida ou identificada e quando analisamos o espectro de patologias que tem a deficiência mental como expressão de seu dano nos deparamos com um conjunto de mais de 200 doenças entre as mais comuns estão a Síndrome de Down e Paralisia cerebral.


[editar] Etiologia
A Deficiência mental pode ter várias causas, entre as principais estão os: fatores genéticos, perinatais (ocorridos durante a gestação e o parto) e pós-natais. O dignóstico correto dos fatores causais no momento do nascimento pode não só amenizar os sintomas (prevenção secundária) mas até mesmo evitar o dano cerebral a exemmplo da fenilcetonúria

Os fatores genéticos sejam cromossomos ou genes estão classificados em síndromes que muitas vezes recebem o nome de seus identificadores (Síndrome de Down, Síndrome de Rett, Doença de Tay-Sachs etc.) podem ser hereditários (recessivos ou dominantes) ou associados à gametogênese como no caso da Síndrome de Down.

Os fatores ou causas perinatais, ou seja imediatamente anteriores (a gestação)e posteriores (o trabalho de parto) ao parto, podem ser de natureza tóxica (drogas teratogênicas), traumática, ou infecciosas causadas por vírus tipo o da rubéola ou bactérias tais como as espiroquetas que causa sífilis, a maioria dos danos perinatas apresentam-se como malformações congênitas. Entre as causas pós natais podemos destaca os traumatismos cranianos, doenças infecciosas como as meningites e infelizmente as síndromes de abandono, maltratos e desnutrição protéico calórica nos períodos iniciais do desenvolvimento.


[editar] Comportamento adaptativo
Um instrumento de avaliação da Deficiência Mental a ser utilizada por professores para medir seu desempenho a partir da adaptação e necessidade de intervenção de outros profissionais de saúde e educação é o PAC – Perfil de Avaliação da Competência.

Uma versão resumida do PAC (Primary Progress Assessment Chart - P=P.A.C.) aqui um pouco modificada, abrange uma investigação de: (1 ) Cuidado pessoal ; (2 ) Comunicação; (3 ) Socialização; (4 ) Ocupação

1 – Cuidado pessoal: Hábitos à mesa; Locomoção; Higiene; Vestuário

2 – Comunicação: Linguagem falada; Linguagem escrita; Atividade numérica; Conceitos básicos (usa advérbios discrimina diferenças e igualdade)

Temos como principais advérbios: Lugar: aqui, lá, perto, longe, centro (meio) através; Tempo: ontem, hoje, amanhã, antes, durante depois; Modo: muito, pouco, bom, ruim

Se portador de deficiências de órgãos sensoriais deve-se descrever e mensurar (acuidade auditiva, visual, déficits motores, disartrias etc.)

3 – Socialização : Atividades domésticas; Atividades recreativas; Comportamento em sala de aula; Sexualidade

4 – Ocupação: Agilidade; Destreza; Concentração; Responsabilidade (capacidade de cumprir ordens)


[editar] Atividade intelectual
Quanto à avaliação da atividade intelectual uma das fecundas abordagens dos últimos tempos foi a proposição de Inteligências Múltiplas por HOWARD GARDNER

Esse autor desenvolveu os seguintes critérios entre as dezenas de possibilidades de classificar os fatores constituintes da inteligência ou habilidades humanas:

Potencial prejuízo com dano cerebral a exemplo das capacidades lingüísticas no AVC - Acidente Vascular cerebral;
Existência de gênios, ou indivíduos eminentes com habilidades especiais onde se pode observar tal capacidade isolada ou prejudicada;
Um conjunto de operações identificável, a música, por exemplo consiste da sensibilidade de uma pessoa para melodia, harmonia, ritmo, timbre e estrutura musical;
Uma história de desenvolvimento distintiva para cada indivíduo, junto com uma natureza definível de desempenho especialista;
Ser possível identificar os passos para atingir tais perícias, uma história evolutiva e plausibilidade evolutiva, a exemplo das formas de inteligência espacial em mamíferos ou inteligência musical em pássaros;
Testabilidade, a exemplo dos testes psicológicos, distições psicométricas susceptíveis de confirmação e re-testagem com múltiplos instrumentos;
Suscetibilidade para ser codificada em um sistema de símbolos. Códigos como idioma, aritmética, mapas e expressão lógica, entre outros.
Com esses critérios esse autor identificou 9 tipos de inteligência a saber:

1. LINGÜÍSTICO: Um domínio e gosto especial ao idioma e palavras um desejo para os explorar. Poetas, escritores, os lingüistas: o T. S. Eliot, Noam Chomsky, W., H. Auden

2. LÓGICO-MATEMÁTICO: Capacidade de confrontar e avaliar objetos e abstrações e discernindo as suas relações e princípios subjacentes. Matemáticos, cientistas, os filósofos: Stanislaw Ulam, Alfred North Whitehead, Henri Poincaré, Albert Einstein, Marie Curie,

3. MUSICAL: Uma competência não só de compor e executar pedaços de ouvido, ritmo e timbre mas também escutando e discernindo. Pode ser relacionada a outras inteligências, como lingüístico, de espaço ou corporal-cinestésico. Compositores, condutores, músicos, os críticos de música: furgão de Ludwig van Beethoven, Leonard Bernstein, Midori, John Coltrane,

4. ESPACIAL: Uma habilidade para perceber o mundo visual com precisão, transformar, modificar percepções e recriar experiências visuais até mesmo sem estímulos físicos. Arquitetos, artistas, escultores, mapmakers, navegantes, os jogadores de xadrez: Michelangelo, Frank Lloyd Wright, Garry Kasparov, Louise Nevelson, Helen Frankenthaler,

5. CORPORAL-CINESTÉSICO: Controlar e orquestrar movimentos de corpo. Dançarinos, atletas, os atores: Marcel Marceau, Martha Graham, Michael Jordan,

6. e 7. INTELIGÊNCIAS PESSOAIS: Humores com precisão determinando, sentimentos e outros estados mentais em a si mesmo (inteligência intrapessoal) e em outros (interpessoal) e usando a informação como um guia para comportamento. Psiquiatras, políticos, líderes religiosos, os antropólogos: Sigmund Freud, Mahatma Gandhi, Eleanor Roosevelt,

8. NATURALISTA: Reconhecendo e categorizando objetos naturais. Biólogos, naturalistas: Rachel Carson, John James Audubon,

9. EXISTENCIAL (possível intelligence): Absorvendo e ponderando as perguntas fundamentais de existência. Porém, mais evidência é precisada determinar se esta é uma inteligência. Líderes espirituais, os pensadores filosóficos: Jean-Paul Sartre, Søren A. Kierkegaard, Maya Angelou a Paul Erdös Frida Kahlo a Alvin Ailey Margaret a Mead Dalai Lama o Charles Darwin Joni Mitchell


[editar] Bibliografia
Gardner, Howard. Inteligências múltiplas, a teoria na prática. Porto Alegre, 2000
Gardner, Howard. A Multiplicity of Intelligences, Scientific American, 1998
Lefèvre, Antônio B. Exame neurológico evolutivo. SP. Sarvier, 1976
Krynski, Stannislau. Deficiência Mental. RJ Livraria Atheneu, 1969
Piaget, Jean. O Nascimento da inteligência na criança. RJ, Zahar, 1975
PAC (Primary Progress Assessment Chart - P=P.A.C.) desenvolvido por H.C Günzburg, traduzido e testado de modo independente por Pereira, O.; Silveira, L.M.R. e Facion, J.R
Telford, C. W.; Sawrey. O indivíduo excepcional. RJ, Zahar, 1974

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O que é ser Pedagogo.

Há algum tempinho que acabei a faculdade de pedagogia, pela qual passei três anos da minha vida tentando entender à psicologia infantil, trabalhei alguns meses em cima da minha monografia, na qual, tinha o tema: A Psicanálise dos Contos de Fadas na Educação Infantil, não foi muito fácil, mais depois de três anos sem ter um pouco de vida pessoal e sem tempo estou aqui formada tentando algo que possa ser útil para minha formação.
Muita duvida tive, ao longo de minha formação, entre ela o papel do professor na vida de seu aluno pela qual reservo um pouco do meu tempo para trabalhar com vocês. Muitos me perguntam se vou lecionar aula, digo que não sei se um dia chegarei a enfrentar uma sala de aula, me perguntam então o porquê fiz o curso de pedagogia, descobri que o curso pelo qual sou formada me reserva muito mais do que uma simples sala de aula.
Voltando ao papel do professor agora sendo Pedagogo, para que e o porquê ter, ser um pedagogo, profissão que necessita de amor, respeito e responsabilidade, tendo como base os quatros pilares da educação: aprender a aprender, aprender a ser, aprender a fazer e aprender a conviver, servindo de base para a pedagogia.
O pedagogo precisa sempre estar atualizado, não se pode formar e estacionar em uma escola hoje ele precisa muito mais do que pegar na mão do aluno e ajudar ele a escrever, tem se como objetivo formar um cidadão críticos capazes de mudar a sociedade pela qual vivemos, tem que estar sempre aprendendo seja com seu aluno, com seu companheiro de trabalho, com a família ou com o amigo, apesar de que estes pilares da educação servem de base para tudo que se tem hoje, umas das causas pela qual a profissão de pedagogo tem aberto novos caminhos.
Ser pedagogo não significa só atuar em escola ou sala de aulas, tem que ser muito mais além, acima de tudo, precisa estar acompanhando tudo a nossa volta a historia muda a cada dia, não deixando para traz nossas raízes mais sim atualizando nossos conhecimentos e aprendendo a cada dia um novo jeito de compreender a vida.
Pedagogo vem de Pedagogia que é a ciência ou disciplina cujo objetivo é a reflexão, ordenação, a sistematização e a crítica do processo educativo, sua palavra tem origem na Grécia antiga, paidós (criança) e agogé (condução). O profissional cuja formação é a Pedagogia, no Brasil é uma graduação da categoria Licenciatura ou Gestão Escolar (administração escolar, orientação pedagógica e coordenação educacional). Devido a sua abrangência, a Pedagogia engloba diversas disciplinas, que podem ser reunidas em três grupos básicos: Disciplinas filosóficas, Disciplinas científicas e Disciplinas técnico-pedagógicas.

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