9 de fev de 2009

ENSINO E APRENDIZAGEM DE CIÊNCIAS NAS SÉRIES INICIAIS:

Numerosas pesquisas (Rosa, 2004; Carvalho e Gil, 2003; Abib, 1996; Mellado, 1996;
Pórlan e Rivero, 1997) têm mostrado a força das concepções epistemológicas dos
professores sobre ensino e aprendizagem e como elas influem em suas práticas
pedagógicas, podendo dinamizar ou prejudicar seu conhecimento profissional. Este
estudo teve como objetivo investigar a evolução de concepções sobre ensino e
aprendizagem de Ciências de quatro alunas do Curso Normal Superior, futuras
professoras das séries iniciais do Ensino Fundamental, como também refletir sobre
vários aspectos do ensino de Ciências, tais como: a existência de concepções
espontâneas; o pensamento infantil, o papel das questões e o caráter social da
construção do conhecimento científico; o papel da experimentação e do professor no
ensino de Ciências como investigação.
A investigação foi realizada a partir de um curso de extensão, com duração de 100
horas. Os dados foram coletados através de entrevistas semi-estruturadas, questões
abertas, gravações das atividades em áudio e vídeo, e a elaboração de um
planejamento de uma atividade de ensino de Ciências. O curso se baseou no projeto
“ABC na Educação Científica – A Mão na Massa”.
As análises foram feitas de acordo com duas perspectivas, considerando as
concepções das alunas a respeito da:
􀂾 participação do aluno no processo de ensino-aprendizagem;
􀂾 natureza da atividade proposta.
Para isso, utilizaram-se as idéias de Porlán et al.(1997), que organizaram o
conhecimento profissional dos professores em quatro tipos de saberes, classificados
de acordo com duas dimensões:
ENSINO E APRENDIZAGEM DE CIÊNCIAS NAS SÉRIES INICIAIS:
CONCEPÇÕES DE UM GRUPO DE PROFESSORAS EM FORMAÇÃO
Aparecida de Fátima Andrade da Silva1 (PG) (*) fatimasp@iq.usp.br
Maria Eunice Ribeiro Marcondes2 (PQ)
Programa InterUnidades de Pós-Graduação em Ensino de Ciências
Instituto de Química – Universidade de São Paulo
Palavras-chave: Evolução, Concepções, Ensino- Aprendizagem.
Nível explícito Nível tácito
Nível racional Saber acadêmico Teorias implícitas
Nível experiencial Crenças e princípios de atuação Rotinas e roteiros de ação
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Concepção inicial sobre aprendizagem de Ciências
Aprendizagem é facilitada por atividades práticas (é
fazendo que se aprende), com a participação efetiva do
aluno, promovendo ações, reflexões.
Aprendizagem também de procedimentos.
Aprendizagem através de atividades que promovam:
- a curiosidade,
- a contextualização,
- a participação efetiva do aluno,
- o desenvolvimento de habilidades cognitivas, como
observar, analisar, formar o pensamento crítico.
Aprendizagem através da transmissão-recepção. O
aluno é considerado tábula-rasa.
Aprendizagem através de atividades que promovam:
- a compreensão dos fatos e fenômenos pelo aluno.
Alunas Concepção inicial sobre ensino de
Ciências
Cida Transmissão tradicional de conteúdos
teóricos e atividades práticas para facilitar
a aprendizagem, com a participação do
aluno.
Elis Transmissão tradicional de conteúdos
teóricos. Valorização do papel do
professor.
Sem a participação do aluno.
Maria Transmissão tradicional de conteúdos
teóricos.
Valorização do papel do professor.
Sem a participação do aluno.
Nair Transmissão tradicional de conteúdos
teóricos. Sem a participação do aluno.
CONCLUSÕES
O modelo tradicional de ensino identificado nas concepções iniciais das alunas,
estava sendo enfraquecido, em prol de um modelo em que o professor é um guia
orientador e o ensino é feito através de atividades que facilitam a compreensão do
fenômeno estudado. E, ainda, a concepção inicial de aprendizagem, segundo a qual
o aluno é uma tábula rasa, foi sendo questionada, à medida em que elas próprias
participavam de um processo em que podiam reconstruir seus conhecimentos a
partir da interação com a professora-pesquisadora e entre elas mesmas, e no final
do curso, passaram, dentro de certos limites, a considerar o aluno como centro do
currículo, no sentido de poder se expressar, participar e aprender, tendo seus
interesses respeitados. Ainda consideraram os interesses dos alunos como
possíveis fontes de temas organizadores para o processo de ensino-aprendizagem.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ABIB, M. L. V. S. A Construção de Conhecimentos sobre Ensino na Formação Inicial do Professor
de Física: “... agora, nós já temos as perguntas.” São Paulo, 1996a. Tese de Doutorado. Faculdade de
Educação. Universidade de São Paulo.
CARVALHO, Anna M. P. e GIL-PÉREZ, Daniel. Formação de Professores de Ciências: tendências e
inovações. 7a. ed. São Paulo: Cortez Editora, 2003.
CHARPAK, Georges. La Main à la pâte – Les sciences a l’ecole primaire. Paris: Flammrion, 1996.
MELLADO, J. V. “Concepciones y práctica de aula de professores de ciencias en formación inicial de
primaria y secundaria”. Enseñanza de las Ciencias, v. 14, n. 3, 1996, pp. 289-302.
PORLÁN, A. R.; RIVIERO, G. A.; MARTÍN DEL POZO, R. “Conocimiento profesional y epistemología
de los profesores: teoria, métodos e instrumentos”. Enseñanza de las Ciencias, V. 15, n. 2, 1997, p. 155-
171.
ROSA, M. I. P. Investigação e Ensino. Articulações e possibilidades na formação de professores de
Ciências. Ijuí: Ed. Unijuí, 2004.
E apontaram quatro concepções didáticas, cada uma das quais identificada com um
modelo: tradicional, tecnológico, espontaneísta e alternativo.
E três enfoques para a aprendizagem: por apropriação de significados
acabados, por assimilação de significados e por construção de significados.
(Porlán et al., 1997).
Entre apropriação e
assimilação de significados
(Porlán et al.,
1997);
Ainda permanecem
idéias de recepção de
conhecimentos pelo
aluno.
Assimilação de
significados
(Porlán et al.,
1997);
Aprendizagem
como maneira de
dar sentido à nova
informação;
Aproximando-se da
idéia do aluno
como sujeito ativo
na reconstrução de
significados
Assimilação de
significados
(Porlán et al.,
1997);
Aprendizagem
como maneira de
dar sentido à nova
informação;
Aproximando-se da
idéia do aluno
como sujeito ativo
na reconstrução de
significados
Assimilação de
significados
(Porlán et al.,
1997);
Aprendizagem
como maneira de
dar sentido à nova
informação;
Aproximando-se
da idéia do aluno
como sujeito ativo
na reconstrução de
significados
Concepções de
aprendizagem no
final do processo
Apropriação de
significados (Porlán et
al., 1997);
Aprendizagem como
resposta afetiva;
Aluno como receptor
de conhecimentos;
Ênfase na
memorização.
Apropriação de
significados
(Porlán et al.,
1997);
Aprendizagem
como resposta
afetiva;
Aluno como
receptor de
conhecimentos;
Ênfase na
memorização.
Apropriação de
significados
(Porlán et al.,
1997);
Aprendizagem
como resposta
afetiva;
Aluno como
receptor de
conhecimentos;
Ênfase na
memorização.
Apropriação de
significados
(Porlán et al.,
1997);
Aprendizagem
como resposta
afetiva;
Aluno como
receptor de
conhecimentos;
Ênfase na
memorização.
Concepções iniciais
de aprendizagem
Entre tradicional e
espontaneísta (Porlán
et al., 1997);
Conjunto de idéias de
vários modelos e
contraditórias.
Espontaneísta
(Porlán et al.,
1997);
Professor como
guia orientador de
atividades que
facilitam a
compreensão.
Espontaneísta
(Porlán et al.,
1997);
Professor como
guia orientador de
atividades que
facilitam a
compreensão.
Espontaneísta
(Porlán et al.,
1997);
Professor como
guia orientador de
atividades que
facilitam a
compreensão.
Concepções de
ensino ao final do
processo
Modelo tradicional;
Transmissão de
conhecimento
previamente
sistematizado;
Professor como fonte
do conhecimento.
Modelo tradicional;
Transmissão de
conhecimento
previamente
sistematizado;
Professor como
fonte do
conhecimento.
Modelo tradicional;
Transmissão de
conhecimento
previamente
sistematizado;
Professor como
fonte do
conhecimento.
Modelo
tradicional;
Transmissão de
conhecimento
previamente
sistematizado;
Professor como
fonte do
conhecimento.
Concepções iniciais
de ensino
Alunas ELIS CIDA NAIR MARIA

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O que é ser Pedagogo.

Há algum tempinho que acabei a faculdade de pedagogia, pela qual passei três anos da minha vida tentando entender à psicologia infantil, trabalhei alguns meses em cima da minha monografia, na qual, tinha o tema: A Psicanálise dos Contos de Fadas na Educação Infantil, não foi muito fácil, mais depois de três anos sem ter um pouco de vida pessoal e sem tempo estou aqui formada tentando algo que possa ser útil para minha formação.
Muita duvida tive, ao longo de minha formação, entre ela o papel do professor na vida de seu aluno pela qual reservo um pouco do meu tempo para trabalhar com vocês. Muitos me perguntam se vou lecionar aula, digo que não sei se um dia chegarei a enfrentar uma sala de aula, me perguntam então o porquê fiz o curso de pedagogia, descobri que o curso pelo qual sou formada me reserva muito mais do que uma simples sala de aula.
Voltando ao papel do professor agora sendo Pedagogo, para que e o porquê ter, ser um pedagogo, profissão que necessita de amor, respeito e responsabilidade, tendo como base os quatros pilares da educação: aprender a aprender, aprender a ser, aprender a fazer e aprender a conviver, servindo de base para a pedagogia.
O pedagogo precisa sempre estar atualizado, não se pode formar e estacionar em uma escola hoje ele precisa muito mais do que pegar na mão do aluno e ajudar ele a escrever, tem se como objetivo formar um cidadão críticos capazes de mudar a sociedade pela qual vivemos, tem que estar sempre aprendendo seja com seu aluno, com seu companheiro de trabalho, com a família ou com o amigo, apesar de que estes pilares da educação servem de base para tudo que se tem hoje, umas das causas pela qual a profissão de pedagogo tem aberto novos caminhos.
Ser pedagogo não significa só atuar em escola ou sala de aulas, tem que ser muito mais além, acima de tudo, precisa estar acompanhando tudo a nossa volta a historia muda a cada dia, não deixando para traz nossas raízes mais sim atualizando nossos conhecimentos e aprendendo a cada dia um novo jeito de compreender a vida.
Pedagogo vem de Pedagogia que é a ciência ou disciplina cujo objetivo é a reflexão, ordenação, a sistematização e a crítica do processo educativo, sua palavra tem origem na Grécia antiga, paidós (criança) e agogé (condução). O profissional cuja formação é a Pedagogia, no Brasil é uma graduação da categoria Licenciatura ou Gestão Escolar (administração escolar, orientação pedagógica e coordenação educacional). Devido a sua abrangência, a Pedagogia engloba diversas disciplinas, que podem ser reunidas em três grupos básicos: Disciplinas filosóficas, Disciplinas científicas e Disciplinas técnico-pedagógicas.
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