9 de fev de 2009

RECREIO ESCOLAR: O QUE ACONTECE LONGE DOS OLHOS DOS

R. da Educação Física/UEM Maringá, v. 14, n. 1, p. 37-45, 1. sem. 2003
RECREIO ESCOLAR: O QUE ACONTECE LONGE DOS OLHOS DOS
PROFESSORES?
SCHOOL BREAK: WHAT HAPPENS FAR FROM THE TEACHERS’ EYES?
Derli Juliano Neuenfeld∗
RESUMO
Esta pesquisa descritiva teve por objetivo verificar com que atividades as crianças de 1.ª a 4.ª séries se ocupam no
recreio. A investigação ocorreu na Escola Municipal de Ensino Fundamental Duque de Caxias, de Santa Cruz do
Sul/RS/Br, onde os olhares voltaram-se para a rotina do recreio, as atividades que as crianças realizavam e a relação
delas com o espaço físico e materiais disponíveis. Concluiu-se que boa parte do recreio é consumida com a atividade
de merendar e que o espaço físico das quadras esportivas conduz as crianças a jogarem sob o modelo do esporte
performance. Isto nos leva a questionar: não seria interessante pensar numa intervenção pedagógica para este recreio
escolar?
Palavras-chave: Educação Física. Educação. Recreação. Recreio escolar.
∗ Mestre em Ciência do Movimento Humano/UFSM. Professsor do Curso de Educação Física da UNIVATES/RS.
Coordenador do Grupo de Estudo “Esporte, Cultura e Sociedade”.
INTRODUÇÃO
O recreio escolar ou intervalo das aulas é
um momento presente na vida de todo
estudante. Acompanha-o da educação
infantil à pós-graduação. Sem buscar a
delimitação de termos, mas entendendo como
fundamental à sua compreensão a análise
etimológica da palavra “recreio”, percebe-se
que a sua raiz nos leva ao termo recreação:
“Período para se recrear, como,
especialmente, nas escolas, o intervalo entre
as aulas” (FERREIRA, 1999, p. 1721).
Por recreação entendemos “o momento, ou a
circunstância que o indivíduo escolhe
espontânea e deliberadamente, através do qual
ele se satisfaz (sacia) seus anseios voltados ao
seu lazer” (CAVALLARI; ZACARIAS, 1994,
p. 15).
Percebe-se que é possível traçar uma tríade
entre os termos recreio, recreação e lazer. Assim
como ocorre nos conceitos de ‘recreio’ e de
‘recreação’, o termo lazer também designa um
momento em que o indivíduo busca a sua
realização pessoal. Isto está evidente no conceito
de lazer:
Lazer é o tempo que cada um tem para si,
depois de ter cumprido, segundo as normas
sociais do momento, suas obrigações
profissionais, familiares, sócio-espirituais e
sócio-políticas. É o tempo vital que cada um
procura defender, contra tudo que o impede
de ocupar-se consigo mesmo. É antes de tudo
liberação de cada um, seja pelo descanso,
seja pela diversão - e aí se incluem as
atividades esportivas -, seja pelo cultivo do
intelecto (DUMAZEDIER, 1980, p. 109).
O que nos preocupa, em relação ao recreio
escolar, é que esteja acontecendo o mesmo que
Marcellino (2002) destaca em relação ao lazer,
ou seja, a restrição das atividades a um campo
específico de interesse, geralmente não por
opção, mas por falta de contato com outros
conteúdos.
É preocupante o modo como esse espaço de
tempo está sendo utilizado pelas crianças. Em
face de um lazer de mercado, que impõe os
brinquedos que conduzem o brincar da criança e,
da mídia, que exalta o esporte de alto
rendimento como modelo a ser seguido, será que
as crianças realmente estão conseguindo se
recrear durante o recreio?
38 Neuenfeld
R. da Educação Física/UEM Maringá, v. 14, n. 1, p. 37-45, 1. sem. 2003
Estas indagações surgiram do cotidiano do
pesquisador, que foi professor de Educação
Física da Rede Municipal de Ensino de Santa
Cruz do Sul/RS/Br nos anos de 2002 e 2003, e
que vinha observando como o recreio está
perdendo o seu sentido primeiro. O recreio
escolar está passando despercebido no contexto
escolar. As causas residem no fato de ele ser
visto apenas como um momento para dar ao
professor uma pausa na sua atividade docente e
ao aluno um tempo para extravasar energia,
descansar ou merendar. Destarte, o recreio é
compreendido, na maioria das escolas, como um
espaço improdutivo.
Neste curto período de tempo (15 a 20
minutos) há uma grande resistência dos
professores quando se propõe um trabalho de
supervisão, direção ou orientação de atividades,
pois nenhum professor quer abrir mão dos
poucos minutos de intervalo a que tem direito,
como qualquer outro trabalhador. Neste sentido,
percebe-se que as necessidades dos alunos não
estão sendo consideradas. Este estudo quer
chamar a atenção para o fato de que o recreio
escolar faz parte do período educacional da
escola. Este momento de ‘trégua’ entre professor
e aluno não pode ficar oculto no contexto
escolar. O que fazem as crianças quando estão
longe dos olhos dos professores? O que diriam
os pais destas crianças, os quais entregam seus
filhos à escola e confiam nela como um local
seguro e de aprendizagem social, se
percebessem que durante o recreio elas
permanecem ‘abandonadas’?
A necessidade da existência do recreio é
indiscutível. O recreio, nos dias em que não há
Educação Física, tornou-se o único momento
que as crianças possuem para se movimentar.
Por isso, ao saírem das salas de aula, após
ficarem sentadas por horas, elas “explodem” em
movimento. Isto é normal, pois o movimento
humano está nas bases antropológicas do
homem. O homem, para Cagigal (1979), vive em
movimento; e parece que não subsistiria
plenamente como tal, sem a capacidade de
exercitação. Ele está capacitado a mover-se, foi
feito para mover-se.
Dentro deste espaço destinado a recrear,
algumas questões podem ser levantadas. Será
que o recreio escolar estimula o brincar da
criança? Quais os alunos que ocupam os espaços
das quadras esportivas? Como este espaço é
organizado? Qual é o valor atribuído pela escola
ao recreio escolar?
Faz-se imprescindível investigar o recreio
escolar, por dois motivos básicos: a) averiguar
se há ou não necessidade de uma intervenção
pedagógica que crie oportunidades para todas as
crianças brincarem espontaneamente e b) alertar
para a possibilidade de utilizar o recreio, rico
pelas suas relações sociais, como espaço de
educação para a cidadania.
Além da importância do brincar, os
Parâmetros Curriculares Nacionais (1997)
salientam a necessidade de a escola
proporcionar uma educação que vá além dos
tradicionais conteúdos de cada uma das
disciplinas, destacando-se a formação ética dos
alunos. Neste sentido, o recreio apresenta um
amplo campo de oportunidades para o
desenvolvimento de valores morais e, segundo
Cagigal (1981), um diagnóstico da penúltima
década do século XX aponta a existência de uma
crise de valores em nossa sociedade. Não se
trata somente de um tipo de valor, mas de uma
espécie de desencanto geral do homem
contemporâneo com respeito às questões: ‘em
que crer’, ‘o que esperar’ e ‘quando ter
otimismo’. Há uma deserção dos valores morais.
“Mas o homem, se não quer deixar de ser
homem, deve alimentar valores, recuperar os
perdidos ou avigorar outros novos” (CAGIGAL,
p. 136).
É preciso observar, ainda, que houve uma
mudança na estrutura familiar e nas relações
entre pais e filhos, a partir da qual se reduziu o
tempo que os pais passam em contato com seus
filhos. A mulher está deixando de ser a figura
destinada apenas ao lar, pois está saindo para o
campo de trabalho para ajudar no orçamento
familiar. Dessa forma, a educação formal das
crianças começa mais cedo nas creches, préescolas
e escolas. Então, em que momento o
recreio faz parte do projeto político-pedagógico
escolar?
Esta preocupação levou-nos a desenvolver
este estudo, que tem como foco essencial
conhecer com que atividades as crianças de 1ª a
4ª séries se ocupam durante o recreio da Escola
Municipal de Ensino Fundamental Duque de
Caxias de Santa Cruz do Sul/RS/Br. Os olhares
voltaram-se para a rotina do recreio, as
Recreio escolar 39
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atividades que as crianças realizavam e a relação
delas com o espaço físico e o material
disponível.
METODOLOGIA
Esta pesquisa caracteriza-se por ser do tipo
descritivo (TRIVIÑOS, 1987) e foi desenvolvida
no primeiro semestre de 2002. Foi objeto de
observação o recreio da Escola Municipal de
Ensino Fundamental Duque de Caxias de Santa
Cruz do Sul/RS/Br. Esta escolha deveu-se ao
fato de o pesquisador ter sido, nesse mesmo ano,
professor da disciplina de Educação Física nessa
escola, o que o instigou a investigar o recreio
escolar da 1ª à 4ª séries.
A coleta de dados apoiou-se em duas
técnicas: as observações, registradas em diário
de campo, e as fotografias. O pesquisador não
interveio nos acontecimentos; manteve-se
passivo, ou seja, na modalidade de
observador/participante (NEGRINE, 1999), pois
esta pesquisa foi apenas o passo inicial para se
verificar havia ou não necessidade de uma
futura intervenção pedagógica.
A pesquisa contou com dez observações do
recreio no período de 03/06/2002 a 16/07/2002.
O pesquisador procurou, no decorrer da
investigação, que cada observação se situasse
em um local diferente do pátio da escola, porém
sem perder de vista o que acontecia nos demais.
A presença do professor/pesquisador não alterou
a rotina das atividades dos alunos durante o
recreio, pois estes já estavam familiarizados com
ela.
As observações foram norteadas pelos
seguintes aspectos: a rotina do recreio, as
atividades com as quais as crianças se ocupavam
e a relação do espaço físico e do material com o
tipo de atividade que era desenvolvido. As
fotografias permitiram identificar e registrar, no
espaço e no tempo, as rotinas e hábitos das
crianças no recreio.
DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
A rotina do recreio
O recreio, no turno da tarde, ocorre das 15h
e 10min às 15h e 30min, com exceção dos dias
de chuva, quando o período é reduzido para dez
minutos, devido ao fato de as crianças
permanecerem em sala de aula, por não haver
espaço físico coberto onde possam ficar.
Nos dias com tempo bom, quando o recreio
inicia, as salas de aula são fechadas, bem como
os acessos aos corredores e à biblioteca, e todos
os alunos vão para o pátio.
O recreio não é supervisionado por
nenhum professor, supervisor ou diretor. No
pátio permanece um guarda municipal, que é
responsável por zelar pelo patrimônio do
município, ou seja, pela infra-estrutura, mas
muitas vezes acaba intervindo em situações de
briga e desordem. No portão de entrada fica
uma servente, cuidando para que nenhuma
criança saia para a rua; e na sala da préescola
fica outra servente, pois estes alunos
não saem para o pátio durante o recreio. No
entanto, apesar da presença destes
funcionários, não se pode dizer que haja uma
supervisão ou orientação quanto às atividades
dos alunos, uma vez que não existe nenhuma
proposta de intervenção.
O Conselho Nacional de Educação, no
Parecer 002/2003, orientou os órgãos
gestores dos sistemas de ensino no sentido
de que o tempo de recreio não poderá ser
computado na carga horária do Ensino
Fundamental e Médio se não houver controle
de freqüência, o qual é de responsabilidade
do corpo docente. Além disso, o recreio deve
estar organizado de forma coerente com a
proposta pedagógica da escola.
Quanto à questão da interferência
pedagógica no recreio, um dos trabalhos mais
consistentes é de Gaelzer (1976,) que defende a
inclusão do recreio escolar no plano geral das
atividades escolares e nos planos curriculares de
cada série. A autora sugere que o recreio anual
seja organizado em três etapas. Na primeira, ele
deve ser dirigido. Os alunos vão para o pátio,
juntamente com seus professores, para locais
previamente destinados, praticar jogos
selecionados, que busquem incluir novas formas
lúdicas de movimento. Na segunda, as
atividades devem ocorrer em locais reservados,
mas cada aluno escolhe o que gostaria de fazer.
Na terceira, o recreio deve ser apenas
supervisionado e coordenado por um professor,
mas os próprios alunos gerenciam suas
atividades.
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Voltando à rotina do recreio, observou-se
que o corpo docente vai para a sala dos
professores. A direção e mais um professor vão
atender os alunos no bar da escola. A supervisão
e a orientação educacional permanecem em suas
salas. Na secretaria os funcionários tentam
continuar o seu trabalho, mas como a freqüência
das crianças é muito grande, as atividades são
dificultadas.
De dentro da sala dos professores o barulho
que se ouve é como se lá fora houvesse uma
guerra. Não há intervalo em que não venha uma
criança se queixar de algum acontecimento do
recreio. Há uma enorme identificação com a
caracterização que a revista ‘Nova Escola’
apresentou do recreio escolar de uma escola em
Osasco/SP, salientando que o saldo do recreio
são brigas, contusões, dentes quebrados e
professores estressados.
O cafezinho na sala dos professores tem
como trilha sonora o ruído ensurdecedor que
vem do pátio. Nem as crianças poupam
reclamações: fulano havia batido num colega,
sicrano quebrara uma janela, beltrano estava na
enfermaria. Estas situações levaram a se pensar
numa solução para tal problema, tendo
defensores, inclusive, de que se suspenda o
recreio (NOVA ESCOLA, 2002, p. 50).
Outro dado importante é que a escola não
disponibiliza material (bolas, cordas, jogos,
aparelho de som, ...) aos alunos durante o
recreio. Todo e qualquer tipo de material deve
ser trazido pelos alunos. Contudo, são poucos os
alunos que trazem algum brinquedo, sendo a
bola e os tazos os mais evidenciados.
Atividades que ocupam o tempo das crianças no
recreio
A escola em estudo, devido à política
municipal, oferece merenda aos alunos num
período anterior ao recreio. Logo, no recreio
propriamente dito, somente as crianças que
trazem merenda de casa ou aquelas que a
compram no bar da escola ocupam seu tempo
merendando. Em frente do bar forma-se uma fila
enorme, e há crianças que chegam a perder
metade do tempo do recreio aguardando para
comprar a merenda.
No espaço exterior à sala de aula, conforme
Freire (1997), acontecem duas atividades
principais: a aula de Educação Física e o recreio.
Este segundo é o espaço mais permissivo,
mas, mesmo assim, de certa forma controlado,
pois uma parte do tempo é consumida pela
merenda, outra parte na formação de filas e
colunas para entrar e sair da aula. Tudo isso, de
alguma forma, permite que não se perca o
controle sobre os alunos durante o recreio
(FREIRE, 1997, p. 214).
É possível notar uma enorme similaridade
das atitudes das crianças no momento que
antecede a ida para a Educação Física com
aquelas da saída para o recreio. Para a maioria
das crianças o sinal sonoro que inicia o recreio é
tão esperado quanto a aula de Educação Física,
se não mais esperado que esta. É o momento em
que podem correr, saltar, jogar e brincar. Estas
são atitudes predominantes no comportamento
das crianças. Sobre este aspecto, Cislaghi e Neto
(2002) ressaltam que a escola está sendo cada
vez mais cobrada para suprir a carência de
movimentação das crianças conseqüente da
violência urbana e da falta de espaços físicos
adequados. Dessa forma, é necessário que os
novos projetos de reforma e de construção de
escolas considerem a necessidade de haver
equipamentos e espaços que ampliem as
vivências sociais.
Neste sentido, Marcellino (1987) questiona
o espaço que a escola destina ao lazer, um lazer
que não seja o dos ‘famigerados dias de lazer’
impostos pelos calendários escolares e as
incontestáveis ‘festas’, que de festa pouco ou
nada têm, pois se constituem num meio de
arrecadação para cobrir despesas que deveriam
ser de responsabilidade do Estado, já que
contribuímos com tantos impostos.
A princípio pode-se pensar que o recreio
escolar seja o momento mais esperado de
todas as crianças, mas não é assim. Há muitas
que se sentem desprotegidas durante este
intervalo. São as crianças menores,
principalmente da 1ª e 2ª séries, que buscam
se proteger ficando perto da porta da sua sala,
próximo à sala dos professores ou da direção,
e logo que o ‘apito’ do final do recreio soa,
correm para frente da porta da sala dos
professores para aguardar sua professora.
Outras crianças, por não se destacarem
nos esportes, não são convidadas para jogar;
outras ainda são provocadas, discriminadas e
agredidas por não possuírem o estereótipo
Recreio escolar 41
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masculino ou feminino padrão na sociedade.
Um estudo importante, que deve ser
salientado neste trabalho, é a pesquisa
realizada por Mayer e Krebs (2000) sobre o
comportamento agressivo de escolares do
ensino fundamental de Santa Cruz do
Sul/RS/Br. Eles analisaram 357 escolares da
faixa etária de 7 a 14 anos, de ambos os
sexos, de escolas estaduais, municipais e
particulares, e evidenciaram que o recreio é
o momento de maior incidência das
agressões sofridas e que 85% dos alunos
sofreram algum tipo de agressão, sendo a
verbal a mais freqüente. Reforçando esta
afirmação, Cislaghi e Neto (2002) também
destacam que 70 a 80% dos comportamentos
agressivos da escola ocorrem no recreio, e
que a modificação nas condições de
supervisão e organização dos recreios
escolares, como forma de intervenção, pode
contribuir significativamente para a redução
destes índices.
Frente a este fato reforça-se a necessidade
de se pensar em soluções para o quadro que se
apresenta na realidade da escola investigada.
Não se pode esquecer este espaço de tempo do
contexto escolar.
Relação do espaço físico e do material com o tipo
de atividade desenvolvido
O espaço físico (Figura 1) comporta uma
quadra de futsal, com medidas próximas às
oficiais, uma miniquadra de basquete, uma
quadra de voleibol, um saguão de entrada de um
prédio e um enorme corredor, de
aproximadamente cinqüenta metros, que vai do
portão à escola. Todos estes locais são
pavimentados ou calçados. Lugares à sombra
são quase inexistentes. A escola possui uma
pracinha com alguns brinquedos, mas estes
ficam em uma área reservada, a que os alunos
não têm acesso no recreio; somente a pré-escola
faz uso dela.
O maior, melhor e mais organizado
espaço físico de toda a escola é a quadra de
futsal. É o palco principal das aulas de
educação física, local dos jogos de futebol e
das interséries. Nesse espaço os alunos jogam,
no recreio, segundo as regras oficiais do
futsal. Esta quadra esportiva é ‘dominada’
pelas séries maiores, principalmente pela 4ª, e
pelos meninos. O espaço é organizado pela
‘lei da selva’, ou seja, os mais fortes decidem
quem pode ou não jogar. Nos vários recreios
observados percebeu-se que são sempre os
mesmos os alunos que jogam, e no máximo
seis jogadores em cada equipe. Somente
quando as 4as séries não traziam uma bola - (a
escola não disponibiliza materiais para o
recreio) e um outro aluno a possuía é que
outros ‘atletas’ podiam jogar.
Quadra de Futsal
Mini
quadra de
basquete
Corredor
Saguão
Quadra de
voleibol
C
o
r
r
e
d
o
r
Sala dos
materialis
de E.F.
Bar
Sala dos
profs.
Banheiros
Secret.
e direção
Figura 1 – Diagrama dos espaços físicos ocupados pelas
crianças durante o recreio.
Em concordância com Gaelzer (1976), para
quem o recreio é o espelho da situação geral da
escola e reflete os valores educacionais que
permeiam a instituição de ensino e a vida dos
alunos, pode-se observar claramente a influência
do esporte de alto nível no recreio escolar e o
fato de o futebol ainda ser considerado um
esporte masculino.
Em apenas um recreio foi observado que as
meninas puderam jogar. Nesse dia os alunos,
motivados pela Copa do Mundo, estavam
realizando jogos no recreio. A turma 42 jogou
contra a 43. E, realmente a palavra ‘contra’
expressa a rivalidade existente entre as turmas.
Normalmente, os meninos discriminam a
participação das meninas ou desrespeitam o
direito delas de também poderem jogar.
Aqui cabe uma ressalva por parte do
pesquisador, pelo fato de ele ser professor de
Educação Física destes alunos. Nas aulas de
Educação Física trabalha-se com turmas mistas,
e em todas as atividades, inclusive no futebol,
meninos e meninas jogam juntos. Porém,
analisando-se o recreio, percebe-se que estes
ideais ainda não estão consolidados, pois há uma
forte concepção de que futebol é esporte
masculino. Por isso, o fato de as meninas terem
realizado um jogo de futebol no recreio é um
42 Neuenfeld
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progresso; é uma mudança de paradigma no
recreio escolar, considerando-se que o homem
foi privilegiado, historicamente, na oportunidade
de prática de esportes. Sobre este assunto Reis
(1999) aponta que a mulher foi privada da
participação dos esportes, pelo fato de a
sociedade julgar que a prática esportiva a
conduziria à masculinização, à perda da
feminilidade, constituindo-se em risco à sua
saúde, devido ao contato físico e à agressividade
presente nos esportes coletivos.
O esporte moderno é um fenômeno social
que traz consigo uma predominância masculina
através dos séculos, acompanhando a tendência
social que tem privilegiado o patriarcado,
demandando um modelo de esporte de cunho
machista impregnado de símbolos, mitos,
crenças e valores discriminatórios (REIS, 1999,
p. 110)
Cabe ainda ressaltar que, enquanto uma
minoria dos alunos joga futebol, há muitos que
não fazem parte do jogo e circulam em torno da
quadra ou situam-se como meros espectadores.
Isto gera confusão e muitas vezes é motivo
suficiente para o início de uma briga. Também
Merino e Ferreira (2001), ao analisarem o
recreio de pré-escolares de escolas de Porto
Alegre/RS, evidenciaram a predominância, entre
os alunos, de conflitos originários da disputa
pelo material e pelo próprio espaço físico.
Além disso, a falta do que fazer, conforme
(PEREIRA; NETO; SMITH, 1995), fruto da
ausência de apoio na organização de atividades e
de espaços pobres, pouco interessantes e pouco
variados, não favorece a ludicidade. Pode,
inclusive, desencadear comportamentos de
bullyng, ou seja, manifestações agressivas.
Atrás da quadra de futsal há uma
miniquadra de basquete. Este espaço físico é
utilizado pelos alunos/meninos que não estão
incluídos no jogo de futebol da quadra principal.
Num espaço físico quatro a cinco vezes menor
que o da quadra de futsal se aglomeram vinte a
trinta alunos para jogar futebol com uma bola de
meia, um tênis ou um litrão. A capacidade de
improvisação dos alunos é muito grande, mas
parece que, à precariedade do material, no caso
a bola, soma-se a falta de definição das regras no
jogo. O objetivo é chutar para o improvisado
gol, mas não se sabe quem é do time de quem,
alunos entram e saem do jogo sem qualquer
aviso prévio.
Sem sombra de dúvida, a bola é o instrumento
preferido e o que mais estimula o interesse da
criança, principalmente entre os meninos. Isto é
fruto de sermos o ‘país do futebol’ e da forte
divulgação deste esporte pela mídia. Estes alunos
aguardam a sua progressão nas séries para poderem
vir, futuramente, a ocupar o espaço principal do
recreio, a quadra de futsal.
A quadra de voleibol, cuja rede não fica
instalada durante o recreio, é utilizada pelos
alunos para brincar, principalmente, de pegar.
Esta é a brincadeira mais comum, mas
geralmente se inicia com uma provocação
(empurrão, agressão física ou verbal) ou com o
‘roubo’ de alguma coisa, como uma peça de
roupa ou a merenda.
Esta brincadeira também se dá de forma
mais organizada. Estabelecem-se os pegadores e
os fugitivos, ou policiais e ladrões. Os banheiros
são o recurso mais utilizado, principalmente
quando as brincadeiras de pegar são de meninos
versus meninas, uma vez que são locais sagrados
para cada um deles, onde o sexo oposto não
pode entrar sem colocar em jogo a definição de
seu gênero. Outro local bastante freqüentado é a
secretaria. É esconderijo de ‘bandido’, é ferrolho
de ‘fugitivo’, é a ‘delegacia’ dos que sofreram
agressões durante o recreio e a ‘enfermaria’ dos
que se machucaram.
As brincadeiras de pegar também ocorrem
no corredor que vai da sala dos professores até o
portão. Neste espaço encontram-se, pintadas no
chão, amarelinhas; contudo são muito pouco
usadas. Além do mais, há sempre alunos
correndo sobre elas, o que dificulta a
brincadeira.
O fato de as brincadeiras de pegar ou
‘piques’, como também são conhecidas, serem
predominantes no recreio escolar está
diretamente relacionado, conforme Cislaghi e
Neto (2002), com o fato de a escola não
disponibilizar material para as crianças
brincarem. Como este dado é realidade nesta
escola, somos levados a acreditar que a falta do
que fazer no recreio leva as crianças a
brincarem, principalmente, com jogos de
perseguição, apesar do enorme fascínio pelos
jogos com bola.
Recreio escolar 43
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Observa-se, também, que está havendo uma
perda das brincadeiras da cultura popular, pois,
mesmo havendo demarcações para atividades
como a amarelinha, as atividades do recreio
resumem-se em atividades físico-esportivas, a
brincadeiras de pegar, a jogar com os tazos no
saguão e a explorar os ambientes físicos e
instrumentos como mastros, escadas, árvores,
bancos e estacionamento de bicicletas, onde
escalam, escorregam, sobem, descem, saltam e
trepam.
CONCLUSÃO
A pesquisa mostrou que boa parte do
recreio é consumida com a atividade de
merendar e que no espaço físico das quadras
esportivas as crianças jogam sob o modelo do
esporte de rendimento. As demais, excluídas
deste contexto, limitam-se a brincar de pegar
e a explorar a diversidade do ambiente físico.
Foi perceptível que as atividades do recreio
são sempre as mesmas e feitas pelos mesmos
alunos, o que responde a nossa dúvida sobre a
existência de novas vivências durante o
recreio.
A questão que fica é: até que ponto o brincar
da criança, durante o recreio, é espontâneo? De
um lado os maiores dominam os espaços físicos
melhores e ditam suas regras. De outro,
observou-se que as crianças brincam sempre da
mesma coisa, uma atitude quase que doentia.
Será que não deveríamos ajudar estas crianças a
se organizarem, a terem vivências diferentes e a
encontrarem prazer em outras vivências
corporais?
Então, o que poderia ser feito? Diminuir ou
terminar com o recreio escolar? Acredita-se que
haja melhores soluções, e uma intervenção
pedagógica seria uma delas. Esta foi a solução
encontrada na Escola de Educação Infantil e
Ensino Fundamental Embaixador Assis
Chateaubriand, em Osasco, na Grande São
Paulo. O caminho utilizado foi planejar
atividades interessantes e oferecer lazer e
diversão a todos, sem tirar dos estudantes a
sensação de que eles são donos desse momento
(NOVA ESCOLA, 2002).
Com base nas evidências deste estudo,
algumas sugestões podem ser deixadas no
intuito de contribuir para que a escola que fez
parte do estudo e outras que se identifiquem
com esta realidade, a repensem o seu recreio
escolar:
• É necessário que haja um comprometimento
da instituição em transformar o recreio
escolar em um momento educativo a ser
contemplado no projeto político-pedagógico
da escola. Contudo, é indispensável que toda
a instituição se envolva. Por que não chamar a
família/comunidade para participar deste
projeto?
• Um problema que a escola enfrenta é o grande
número de alunos para um espaço físico
restrito. Neste sentido sugere-se que a
biblioteca permaneça aberta durante o recreio
e que se pense na possibilidade de realizar o
recreio em dois momentos. No primeiro,
trazer também a pré-escola para vivenciar o
recreio juntamente com a 1ª e 2ª séries; no
segundo, a 3ª e 4ª séries. Estes dois momentos
possibilitariam o acesso das turmas menores a
todos os espaços físicos do pátio da escola e
não precisariam, por exemplo, esperar chegar
à 4ª série para poderem usufruir da quadra de
futsal.
• Outra sugestão é pensar na possibilidade de se
organizar um rodízio dos espaços físicos por
série durante a semana, de maneira que todas
as crianças possam usufruir de todos os
espaços.
• Quanto à questão do material de lazer, sugerese
que seja feito um estudo sobre as
possibilidades de aproveitar melhor o espaço
físico, instalando-se brinquedos como
balanços, escorregadores, gangorras e outros
que despertem o interesse dos alunos e
possam ser explorados de forma mais
diversificada. Além disso, na medida em que
se tenham pessoas orientando ou
supervisionando, é possível disponibilizar
materiais para o recreio, trabalhando a
questão da responsabilidade, do zelo, do
dividir e do compartilhar.
• Ainda, quando a escola se depara com a falta
de equipamento material, é possível pensar na
criação de brinquedos a partir de sucatas, que
podem ser feitos nas próprias aulas de
Educação Física e Educação Artística.
• É indispensável no recreio escolar a presença
de funcionários - professores, direção,
44 Neuenfeld
R. da Educação Física/UEM Maringá, v. 14, n. 1, p. 37-45, 1. sem. 2003
supervisão ou quaisquer outros que tenham
condições de auxiliar na efetivação de
medidas que sejam tomadas em benefício da
criança, na preservação do seu direito de
brincar e em respeito a sua integridade física e
moral. Esta intervenção de profissionais não
inclui somente os professores de Educação
Física, mas todos os demais, de maneira que
seja feito um rodízio para que o professor
também tenha direito de usufruir o seu
intervalo, que, muitas vezes, é um dos poucos
espaços de tempo que possui para ‘trocar
algumas idéias’ com seus colegas.
• Sugere-se que se pense em desenvolver um
recreio orientado, de maneira que a escola
organize, em forma de oficinas, diferentes
atividades, disponibilizando o material
necessário e um orientador para cada
atividade, dando a liberdade para que as
crianças escolham a atividade que vão
desenvolver.
• Na organização das oficinas é imprescindível
levar em consideração o tipo de atividade que
as crianças gostariam de praticar, mas tendose
o cuidado de buscar, também ampliar as
vivências delas. Neste sentido, sugere-se que
as atividades sejam diversificadas, evitandose
a exclusividade das físico-esportivas.
Devem fazer parte deste contexto as rodascantadas,
danças, capoeira, mas também
atividades de cunho artístico, social e
intelectual, como artes cênicas, artes
plásticas, jogos intelectuais, shows, etc.
• É importante não duvidar da capacidade de
organização das crianças; mas, é de
fundamental importância ajudá-las a se autoorganizarem
e dar uma orientação ao fazer da
criança. Isto pode ser feito pelos professores
de classe, nos dias em que se desenvolverem
as oficinas. Estes, num momento anterior ao
recreio, devem fazer a criança pensar em qual
oficina ela irá participar e ajudá-la a projetar
suas ações, dando-lhe a liberdade de escolha
dentro das possibilidades existentes.
• Para concluir, o aluno/criança deve ser visto
como tal e não como um adulto em miniatura,
e perceber que uma das suas necessidades
essenciais é o brincar. Não se deve jamais
pensar que o brincar não seja importante para
a criança, mas sim, buscar criar condições
para que ele seja possível. É indispensável
auxiliar as crianças a se organizarem neste
espaço de tempo, acreditar na possibilidade
de elas gerenciarem as atividades e
comprometer o Grêmio Estudantil e alunos de
séries mais avançadas na ajuda nesta tarefa.
SCHOOL BREAK: WHAT HAPPENS FAR FROM THE TEACHERS’ EYES?
ABSTRACT
This research aimed at verifying which activities students attending the 1st to 4th grades of the fundamental school practice
during school break. The investigation was developed at Duque de Caxias Municipal Fundamental School in Santa Cruz do
Sul city/state of Rio Grande do Sul/Brazil. The school break routine, the children activities and their relation with both the
physical area and the available material were evaluated. It was concluded that children spent most of their break time having
a snack, and that the physical space of the sportive courts lead children to play under the performance sport model. That
makes us to argue: would it be interesting to develop a pedagogical intervention during this school break?
Key words: Physical Education. Education. Sport. School break.
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Recebido em 18/06/2003
Revisado em 11/07/2003
Aceito em 12/09/2003
Endereço para correspondência: Fax: (51)37147001. E-mail: derlijul@fates.com.br

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O que é ser Pedagogo.

Há algum tempinho que acabei a faculdade de pedagogia, pela qual passei três anos da minha vida tentando entender à psicologia infantil, trabalhei alguns meses em cima da minha monografia, na qual, tinha o tema: A Psicanálise dos Contos de Fadas na Educação Infantil, não foi muito fácil, mais depois de três anos sem ter um pouco de vida pessoal e sem tempo estou aqui formada tentando algo que possa ser útil para minha formação.
Muita duvida tive, ao longo de minha formação, entre ela o papel do professor na vida de seu aluno pela qual reservo um pouco do meu tempo para trabalhar com vocês. Muitos me perguntam se vou lecionar aula, digo que não sei se um dia chegarei a enfrentar uma sala de aula, me perguntam então o porquê fiz o curso de pedagogia, descobri que o curso pelo qual sou formada me reserva muito mais do que uma simples sala de aula.
Voltando ao papel do professor agora sendo Pedagogo, para que e o porquê ter, ser um pedagogo, profissão que necessita de amor, respeito e responsabilidade, tendo como base os quatros pilares da educação: aprender a aprender, aprender a ser, aprender a fazer e aprender a conviver, servindo de base para a pedagogia.
O pedagogo precisa sempre estar atualizado, não se pode formar e estacionar em uma escola hoje ele precisa muito mais do que pegar na mão do aluno e ajudar ele a escrever, tem se como objetivo formar um cidadão críticos capazes de mudar a sociedade pela qual vivemos, tem que estar sempre aprendendo seja com seu aluno, com seu companheiro de trabalho, com a família ou com o amigo, apesar de que estes pilares da educação servem de base para tudo que se tem hoje, umas das causas pela qual a profissão de pedagogo tem aberto novos caminhos.
Ser pedagogo não significa só atuar em escola ou sala de aulas, tem que ser muito mais além, acima de tudo, precisa estar acompanhando tudo a nossa volta a historia muda a cada dia, não deixando para traz nossas raízes mais sim atualizando nossos conhecimentos e aprendendo a cada dia um novo jeito de compreender a vida.
Pedagogo vem de Pedagogia que é a ciência ou disciplina cujo objetivo é a reflexão, ordenação, a sistematização e a crítica do processo educativo, sua palavra tem origem na Grécia antiga, paidós (criança) e agogé (condução). O profissional cuja formação é a Pedagogia, no Brasil é uma graduação da categoria Licenciatura ou Gestão Escolar (administração escolar, orientação pedagógica e coordenação educacional). Devido a sua abrangência, a Pedagogia engloba diversas disciplinas, que podem ser reunidas em três grupos básicos: Disciplinas filosóficas, Disciplinas científicas e Disciplinas técnico-pedagógicas.

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